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Cebrapaz comemora 5 anos celebrando Direitos Humanos e lançando campanha contra bases militares |
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11/12/2009 |
O Cebrapaz participou nesta quinta-feira (10), em São Paulo, de um ato que
celebrou os 61 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o
aniversário de cinco anos da entidade e o lançamento da campanha “América Latina é de Paz — Fora Bases
Militares Estrangeiras”.
Joaquim Pinheiro (MST), Socorro Gomes (Cebrapaz) e João Batista Lemos (CTB)
O ato, realizado na sede do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São
Paulo, contou com diversas entidades unidas na luta pela paz e deu o
tom para uma série de atividades e protestos que serão realizados ao
longo de 2010, a partir do Fórum Social Mundial, em janeiro, contra a
instalação de bases militares estadunidenses em território
latino-americano.
“Não podemos encerrar o ano sem protestar contra essa política.
Esperamos que as iniciativas de hoje sejam uma caixa de ressonância que
se espalhe por todo o continente”, afirmou Joaquim Pinheiro,
coordenador internacional do MST, citando também o encontro realizado
pela manhã, no Consulado da Colômbia, oportunidade em que diversas
entidades entregaram um documento de denúncia da repressão sofrida
pelos movimentos sociais colombianos.
Para João Batista Lemos, secretário internacional adjunto da CTB,
também é papel dos trabalhadores de todo o continente difundir e
defender a campanha de paz da América Latina. Recém chegado da Cumbre
Sindical realizada em Montevidéu, no Uruguai, o dirigente sindical
informou que a CTB relatou às outras centrais sindicais da região a
importância de lutar também contra a instalação de bases estrangeiras
no continente. “Se quisermos ver a América Latina livre da ingerência
dos Estados Unidos, precisamos da força de todos os movimentos sociais
da região nessa batalha”, afirmou.
Celebrações em todo o continente
Atos como o realizado em São Paulo, em celebração aos 61 anos da
Declaração Universal dos Direitos Humanos, também foram organizados em
diversos países latino-americanos. Segundo Pinheiro, do MST,
manifestantes em diferentes cidades da Argentina, do Uruguai, da
Venezuela, do Peru, da Bolívia, da Guatemala, do Panamá e da Colômbia
se somavam aos brasileiros na luta pela paz.
Socorro Gomes, presidente do Cebrapaz, disse que no Brasil as forças
comprometidas pela paz não poderiam deixar passar tal data em aberto.
Em rápida entrevista ao Portal da CTB, ela falou sobre o aniversário de
cinco anos da entidade, da luta contra o imperialismo e de como os
povos de todo o mundo têm conseguido se organizar cada vez mais em prol
de nações soberanas.
Portal CTB: Socorro, após cinco anos de lutas no Cebrapaz, o mundo é um lugar melhor ou pior para se viver?
O mundo é o lugar em que nós vivermos e felizmente há muitos avanços,
muitas lutas, especialmente aqui na América Latina, onde diversos
governos buscam construir uma integração solidária, de cunho
antiimperialista. Esses governos têm dados muito interessantes, pois
além de lutar contra a hegemonia dos Estados Unidos, também apresentam
dados sociais muito interessantes.
Nesses cinco anos houve também uma condenação à política do maior
criminoso das últimas décadas, George W. Bush, cujo legado pode ser
comparado só ao de Hitler. Obama foi a resposta a isso, mas ocorre que
ele, desde sua eleição, tem tido conversar muito boas, mas suas
atitudes têm sido muito diferentes.
Por aí fica difícil entender seu prêmio de Nobel da Paz...
Sem dúvida, foi um acinte. Compreendemos que, para o imperialismo, a
guerra é um instrumento de domínio. Assim, é preciso a luta pela paz,
algo essencial no mundo de hoje.
Você acha que, em nível mundial, é possível ver entre os
movimentos sociais um comprometimento maior e mais organização nessa
luta pela paz?
O que eu vejo hoje é o povo de cada país tomando consciência,
condenando as guerras que existem no mundo e a posição dos Estados
Unidos. Há uma grande indignação, uma grande revolta em todo o mundo. O
povo sabe que o imperialismo estadunidense é inimigo do progresso e da
paz. Na América Latina isso é mais frequente, por todo o histórico da
região: primeiro com as ditaduras, depois com o Consenso de Washington
e o neoliberalismo. Nossos países foram destruídos, assim como a
economia da região. Mas hoje temos nosso continente mostrando que o
caminho a ser seguido é o da soberania e da integração solidaria.
Fernando Damasceno – Portal CTB
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Atualizado em ( 11/12/2009 )
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