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Raúl Castro: EUA continuam tratando AL como "quintal" |
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14/12/2009 |
presidente de Cuba, Raúl Castro, acusou os Estados Unidos de
continuarem a tratar a América Latina como seu "quintal". Falando na
abertura da cúpula da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), em
Havana, o líder cubano disse que o governo de Barack Obama mantém "sua
doutrina de ocupar e dominar a qualquer preço o território que sempre
considerou como seu quintal natural".
"A
reativação da 4ª Frota (da Marinha americana) com capacidade e
objetivos estratégicos anunciados para manobrar inclusive em águas
internas dos países da região é uma prova de que os Estados Unidos não
têm limites", afirmou, Raúl Castro, lembrando também o recente acordo
que permite acesso americano a bases militares na Colômbia.
O líder cubano acusou ainda o governo Obama de ter apoiado aos
golpistas em Honduras. "Na América Latina, lutam dois projetos: um
colonialista e neocolonial subordinado aos interesses do império, e
outro das forças que representam as classes despossuídas e
discriminadas", disse.
Ele culpou o governo "usurpador e golpista" de Honduras liderado por
Roberto Micheletti de ter impedido a "presença física" de Zelaya na
cúpula. O presidente aproveitou para parabenizar o boliviano Evo
Morales pela sua reeleição.
Copenhagen
Raúl previu ainda o fracasso da Conferência de Copenhagen. Ele disse
que, embora o evento tivesse como meta produzir "passos concretos e
confiáveis para confrontar os efeitos da mudança climática, nós sabemos
que não haverá acordo".
Segundo Castro, ao contrário, o mundo "pode apenas esperar por um
pronunciamento político". Ele disse que os líderes dos nove países que
integram a Alba devem eles mesmos "planejar a própria posição comum
sobre esse assunto decisivo para o futuro da humanidade".
Êxitos
Castro enumerou ainda os sucessos da Alba em seus cinco anos de
existência. Segundo ele, três países da Aliança - Bolívia, Nicarágua e
Venezuela - conseguiram eliminar o analfabetismo por causa dos
programas educativos do bloco.
Ele mencionou ainda que, na área econômica, um dos maiores êxitos foi a
criação do Banco da Alba para o desenvolvimento de projetos econômicos
e sociais.
O líder lembrou também que o comércio entre os países do bloco, a
partir de 2010, começará a funcionar com um mecanismo de "compensação
de pagamentos sem utilizar o dólar, mas sim uma unidade monetária
chamada sucre".
A Alba foi criada e fundada há cinco anos pelo presidente da Venezuela,
Hugo Chávez, e pelo então presidente de Cuba, Fidel Castro. A cúpula em
Havana deve terminar na terça-feira.
Com agências
Leia também: Cinco anos de Alba: A unidade na diversidade
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Atualizado em ( 14/01/2010 )
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