Conselho Mundial da Paz na Venezuela: “Observamos eleições democráticas e livres”

Uma delegação do Conselho Mundial da Paz (CMP) com membros da África do Sul, Estados Unidos, Porto Rico, Barbados, Itália e México esteve na Venezuela para acompanhar as eleições legislativas de 6 de dezembro. Em declaração desta quinta-feira (10), o grupo conta que pôde observar o processo de votação na capital, onde viu longas filas de eleitores bem-dispostos e uma equipe dedicada a tornar o exercício democrático eficiente e seguro, diante do desafio sanitário da Covid-19. Foi, segundo a delegação, “uma das eleições mais democráticas e livres no mundo”. Leia a tradução da nota:

Declaração da Delegação do Conselho Mundial da Paz à Venezuela sobre a Missão de Observação Internacional das Eleições Parlamentares Venezuelanas

A convite do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, uma delegação do Conselho Mundial da Paz visitou o país e acompanhou, como observador internacional, as Eleições Parlamentares de 6 de dezembro de 2020. Foi uma oportunidade inspiradora para nós testemunhar uma das eleições mais democráticas e livres no mundo.

Após reiteradas tentativas de golpe, sabotagens, intrigas e um bloqueio anti-humanista dos EUA, dos estados imperialistas da União Europeia e de seus aliados reacionários na América Latina (o Grupo de Lima), buscando deslegitimar e derrubar a Revolução Bolivariana e o Governo da Venezuela na pátria de Simón Bolívar, o povo revolucionário da Venezuela provou, mais uma vez, que ainda defende firmemente o seu direito de decidir seus próprios assuntos internos, diante de todas as pressões imperialistas e antidemocráticas e da interferência estrangeira.

Em 6 de dezembro, nossa delegação pôde observar o processo eleitoral em muitos centros de votação em Caracas. O que vimos em cada um desses centro foi longas filas de pessoas muito entusiasmadas, ansiosas por votar, e uma equipe eleitoral extremamente dedicada e prestativa, que fez de tudo para ajudar os cidadãos a depositar os seus votos da forma mais eficiente e transparente, enquanto, a todo o momento, tomavam todas as precauções para proteger a saúde dos eleitores contra o vírus da Covid-19.

Esta eleição foi uma clara manifestação de participação massiva e da diversidade dos partidos envolvidos. Foi uma refutação clara das alegações falsas, especialmente feitas pelo governo dos Estados Unidos, sobre uma “ditadura presidencial” e de “falta de democracia” na Venezuela.

Deixamos desta terra de Simón Bolívar e seu povo com a garantia total de que o povo da Venezuela, com o apoio e a solidariedade de todas as forças anti-imperialistas e amantes da paz em todo o mundo, será capaz de continuar lutando contra as políticas do imperialismo e da oligarquia local e aprofundará as transformações, para que o povo seja o mestre legítimo e dono da sua riqueza e do seu destino.

Uma vez mais, expressamos nossa profunda solidariedade internacionalista com o heróico povo da Venezuela e suas organizações de massa. Agradecemos o Instituto Simón Bolívar e o membro do CMP, o Comitê de Solidariedade Internacional e Luta pela Paz (COSI), pela cálida hospitalidade.

Membros da Delegação do CMP:

— Bahman Azad, Conselho da Paz dos EUA, Estados Unidos
— Monisha Rios, Conselho da Paz dos EUA, Porto Rico
— Chris Matlhako, Iniciativa Sul-Africana pela Paz, África do Sul
— Luis Cisneros, Movimento pela Paz e o Desenvolvimento, México
— David Denny, Movimento Caribenho pela Paz e a Integração, Barbados
— Marcello Gentile, Comitê Contra a Guerra de Milão, Itália