Conselho Mundial da Paz e Associação Chinesa discutem conjuntura e cooperação

Em reunião vritual nesta sexta-feira (3), a presidenta do Conselho Mundial da Paz (CMP) Socorro Gomes, o secretário-geral da Associação Popular Chinesa pela Paz e o Desarmamento (APCPD) An Yuejun e a coordenadora da Região Europa do CMP Ilda Figueiredo, acompanhados por membros do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (CEBRAPAZ), do Conselho Português pela Paz e Cooperação (CPPC) e da APCPD, discutiram questões prementes da conjuntura internacional e planos para estreitar a cooperação entre as entidades.

Neste encontro entre as duas entidades amigas, seus respectivos dirigentes trocaram ideias e opiniões sobre três principais tópicos: o desenvolvimento da China e suas conquistas na construção do socialismo com características chinesas, destacando os resultados do 19º Congresso do Partido Comunista Chinês (PCCh); a realização de uma cúpula convocada pelo império estadunidense a respeito da democracia no mundo; e os planos do CMP, em que o Conselho e a APCPD continuarão buscando oportunidades de cooperação.

A presidenta do CMP Socorro Gomes destacou os importantes desafios que os membros do CMP têm buscado enfrentar, apoiando os povos em luta por emancipação nacional e social, no exercício da sua autodeterminação, em diversas regiões, especialmente Cuba, Palestina e Venezuela. Também expressou a admiração dos lutadores pela paz e contra o imperialismo pelos avanços do povo chinês pelo desenvolvimento e a eliminação da pobreza no país, oferecendo ao mundo exemplos concretos de outra forma de fazer política internacional distintos das imposições hegemonistas e do imperialismo, com grandes contribuições para a humanidade em sua busca por um mundo com justiça social, progresso compartilhado e soberania nacional para se garantir a paz.

Socorro falou ainda das ações e planos do CMP para 2022, como as campanhas contra a militarização do mundo e as agressões imperialistas, encabeçadas pelos EUA e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), assim como da realização da Assembleia Mundial da Paz, a ser definida nos próximos dias, em reunião do Comitê Executivo do CMP.

Secretário-geral da APCPD An Yuejun

Em seguida, a presidenta do CPPC e coordenadora regional do CMP na Europa Ilda Figueiredo falou das convergências de opinião da sua entidade com a APCPD na defesa da paz e da cooperação internacional, destacando o papel ofensivo da OTAN e a determinação dos amantes da paz na oposição ao bloco militar. Recordando de proveitosa visita passada da entidade chinesa a Portugal, pediu mais contatos com a APCPD para acompanhar as suas atividades e comentou os resultados da reunião da Região Europa do CMP, sediada pelo CPPC há duas semanas, com a participação de entidades de 10 países europeus. Na ocasião, os desafios dos povos na luta anti-imperialistas incluíram a avaliação da situação na região Ásia-Pacífico e a condena ao papel do imperialismo estadunidense nas tentativas de desestabilização regional.

O secretário-geral da APCPD, por sua vez, falou dos avanços históricos desde a Revolução Chinesa de 1949 e as formulações políticas orientando o seu progresso social e nacional. Destacou, assim, as recentes decisões do Congresso do PCCh sobre a centralidade do pensamento do presidente da China e secretário-geral do Partido, Xi Jinping, para a construção do socialismo com características chinesas para a nova era. Também informou que a APCPD tem mantido constantes intercâmbios com entidades acadêmicas dos Estados Unidos, da Europa, da África e da Ásia, sobre formas alternativas de lidar com a atual crise internacional, evitando a politização da pandemia verificada nas posturas dos Estados Unidos.

De acordo com An Yuejun, a APCPD compartilha com o CMP a oposição total à guerra e ao hegemonismo internacional, que a China não busca, e o apoio ao desenvolvimento pacífico, como o de Cuba e da Venezuela. O secretário-geral também sublinhou a opinião da associação de que a democracia não pode ser prescrita por uma potência unilateralmente, mas sim construída e legitimada pelos povos, com soberania nacional, e pela comunidade internacional, em conjunto.

A reunião foi acompanhada ainda pela diretora do CEBRAPAZ, Moara Crivelente, como assessora da presidenta do CMP; os membros da Direção do CPPC Eduardo Lima e Julie Neves; e demais membros do Secretariado da APCPD, em espírito de fraternidade. As entidades comprometeram-se com o empenho por estreitar laços de amizade e manter o intercâmbio sobre os desenvolvimetos internacionais e os desafios dos povos na luta pela paz e o progresso compartilhado.

CEBRAPAZ