Conselho Mundial da Paz expressa apoio às manifestações nos EUA

Em consulta com o Conselho Estadunidense da Paz, seu membro, o Conselho Mundial da Paz (CMP) emitiu nesta quinta-feira (4) uma nota de solidariedade com os manifestantes nos Estados Unidos, que há uma semana sustentam uma revolta massiva em diversas cidades contra a opressão racista e pela democracia nos Estados Unidos. Leia a tradução da nota:

Declaração do Conselho Mundial da Paz sobre os protestos nos EUA

O Conselho Mundial da Paz expressa sua condenação categórica e mais firme sobre o assassinato a sangue-frio de George Floyd pela força policial em Minneapolis, EUA.

O recente assassinato de um civil desarmado pela política não é, infelizmente, o primeiro e único caso nos Estados Unidos. Nem é um fenômeno ligado apenas ao atual governo. Mais de 1.000 vidas foram tiradas pela polícia todos os anos por muitas décadas, a grande maioria delas, de afro-americanos e outras comunidades minoritárias.

A revolta acumulada do povo e os protestos massivos em mais de 75 cidades do país não são apenas uma demonstração dos sentimentos do povo sobre as décadas de violência policial, mas também resultado do descontentamento massivo diante das condições sociais e econômicas de vida para a maioria da população em constante piora.

Saudamos aqueles de todos os estratos e raças que estão tomando parte nos protestos majoritariamente pacíficos e rejeitamos qualquer alegação do governo estadunidense de que essa brutalidade é apenas o ato de algumas “maças podres”.

De mãos dadas com o establishment governante nos EUA, o governo Trump está tentando distrair a atenção do povo do fato de que esses protestos massivos também são resultado do fracasso do governo na resposta à pandemia de Covid-19 e do desemprego massivo de mais de 40 milhões de pessoas trabalhadoras, especialmente afro-americanos, que estão lutando por sobreviver dia a dia.

A crise é aprofundada todos os dias como fruto das declarações e da retórica do presidente D. Trump, que encoraja a polícia a atirar e a deter, enquanto ameaça com ações abertas do exército no país.

As forças do establishment político e econômico estadunidense estão tentando esconder as raízes da causa dos assassinatos pela política em meio a uma crise de pandemia e de desemprego massivo, que derivam da natureza racista e opressiva do próprio sistema. Temem a maior compreensão, pelo povo, da verdadeira natureza do regime capitalista em seu país.

O CMP expressa sua solidariedade com o povo trabalhador em luta e com as minorias raciais e étnicas oprimidas nos Estados Unidos. Somamos nossas vozes à do Conselho da Paz Estadunidense e das forças anti-imperialistas nos EUA na luta por acabar com toda a exploração e o racismo.

Este mais recente acontecimento novamente mostra que não pode haver paz sem justiça social.