Federação palestina emite nota sobre violência em Jerusalém e Gaza

A Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL) emitiu nesta terça-feira (11) uma nota em que repudia e classifica de mais evidências da limpeza étnica e dos crimes contra a humanidade de Israel a violência intensificada em Jerusalém e na Faixa de Gaza, com as tentativas de despejo de famílias do distrito de Sheikh Jarrah e com uma nova ofensiva militar israelense. Leia o texto a seguir:

Nota pública sobre os crimes de Israel em Jerusalém

Frente aos trágicos acontecimentos em Jerusalém, capital da Palestina, e em todo o país, bem como dos bombardeios criminosos a Gaza, que já fazem dezenas de mortes, crianças incluídas, e centenas de feridos, esta Federação Árabe Palestina do Brasil vem a público para manifestar:

1. Rechaçamos as ações de Israel de limpeza étnica na Palestina, especialmente em Jerusalém, expulsando moradores do bairro Sheikh Jarrah, habitado por palestinos expulsos de suas casas em 1948, para assentar em seus lugares novos beneficiários deste processo continuado de despovoamento da Palestina;

2. Acusamos Israel de premeditar a violência para integral judaização de Jerusalém, como restou claro na brutal repressão aos cristãos, incluindo sacerdotes, impedindo-os de acesso à Igreja do Santo Sepulcro para a cerimônia do Fogo Sagrado, no início do mês, e o bloqueio, no início do Ramadã, do Portão de Damasco, que dá acesso à Esplanada das Mesquitas;

3. Denunciamos, assim, o metódico plano israelense de despalestinização de Jerusalém e de sua descristianização e desislamização, em curso a mais tempo, porém agora evidente, roubando a Cidade Sagrada de mais de 3 bilhões de fiéis cristãos e muçulmanos;

4. Renovamos a denúncia de que o sionismo é a mais repulsiva forma de racismo nos dias atuais e que Israel é um regime de apartheid, conforme apontam documentos da ONU, de outras organizações internacionais e de diversas ONGs de direitos humanos, dentre elas Human Rights Watch e B’Tselem, a maior israelense do gênero, crime apurado pelo Tribunal Penal Internacional, somado aos de guerra e de lesa humanidade;

5. Por fim, apelamos às autoridades, organizações da sociedade civil e ao povo brasileiro que denunciem os crimes de Israel na Palestina e apoiem a luta do povo palestino para seguir vivendo em paz em sua terra, o Estado da Palestina, com Jerusalém sua capital.

Palestina Livre a partir do Brasil, 11 de maio de 2021, 73º ano da Nakba.

Fonte: FEPAL