Em apoio ao povo venezuelano, Conselho Mundial da Paz denuncia ameaças à soberania

É agravada a crise na Venezuela e se intensifica a agressividade das forças golpistas, que recorrem até mesmo a ações terroristas e buscam impedir a realização da eleição democrática para a Assembleia Constituinte no próximo domingo (30). Neste quadro de violência e tentativas de desestabilização conducente ao golpe de Estado, o Secretariado do Conselho Mundial da Paz (CMP), órgão que o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (CEBRAPAZ) integra, emitiu nesta terça-feira (25) uma nota de solidariedade ao povo venezuelano, na mobilização e na defesa da democracia e da Revolução Bolivariana.

Declaração do Conselho Mundial da Paz sobre a Venezuela

O Conselho Mundial da Paz expressa sua profunda rejeição às crescentes ameaças contra a soberania da República Bolivariana da Venezuela e expressa sua solidariedade militante com o povo da Venezuela, as forças de paz anti-imperialistas e em particular com o Comitê de Solidariedade Internacional (COSI).

As recentes provocações do presidente dos Estados Unidos, Trump, coordenadas com a oligarquia local e a oposição reacionária, constituem uma violação flagrante dos princípios da Carta das Nações Unidas e uma interferência gravíssima nos assuntos internos da Venezuela.

A guerra econômica em curso dos capitalistas e as ameaças de sanções impostas ao país e ao seu povo desde o exterior visam a maior desestabilização da economia e do sofrimento do povo.

A iniciativa de convocar a eleição para uma Assembleia Constituinte em 30 de julho é o direito soberano do povo e seu legítimo governo eleito. O CMP expressa o desejo de muitos milhões de pessoas amantes da paz no mundo, que lutam contra o imperialismo por um mundo de paz e justiça social, de que a nova Assembleia Constituinte abra vias para aprofundar as mudanças para novas realizações para o povo e pelo povo da Venezuela.

Denunciamos as forças que desencadeiam e promovem desde dentro e fora do país o caos, destruição e terror. Denunciamos, em particular, a hipocrisia da União Europeia e dos seus governos que apoiam direta ou indiretamente as mesmas forças reacionárias, como fizeram no golpe de Estado em abril de 2002, ao mesmo tempo em que se atrevia a estabelecer “padrões democráticos” para o povo venezuelano.

Juntamos a nossas vozes e nossa luta ao povo da Venezuela, aos povos da América Latina, pelo direito de determinar seu próprio caminho, para que eles se tornem mestres de seus destinos e da riqueza de seus países.

Viva a solidariedade anti-imperialista com o povo da Venezuela!

Atenas, 25 de julho de 2017
O Secretariado do CMP

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