Para deter a guerra imperialista contra a Síria, ampliemos a luta pela paz

Há já sete anos que a República Árabe Síria enfrenta as consequências da manobra dos EUA, seus aliados na OTAN e os regimes reacionários na região. O conflito que já ceifou as vidas de mais de 400 mil pessoas entra para o vergonhoso livro das tragédias da humanidade. Mas em heróica resistência, o povo sírio celebra mais um aniversário da sua libertação do jugo colonialista francês, em 17 de abril de 1946, com a defesa acirrada da sua soberania.

Por Socorro Gomes*

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A guerra contra a Síria é um martírio imposto como cálculo geoestratégico de potências que não se detêm diante das táticas mais nefastas, inclusive a aliança com grupos terroristas, para derrubar um governo legitimamente eleito que não se submete.

A mais recente fase na escalada contínua da agressividade das forças imperialistas, a decisão dos EUA, Reino Unido e França de atacar o país árabe anunciada por um Donald Trump chauvinista e beligerante, nos remete às ignomínias dos ataques à Bósnia, à antiga Iugoslávia, ao Iraque e à Líbia. Sempre se dão sob o cínico pretexto de proteção dos direitos humanos, uma ofensa e escárnio às vítimas de sua guerra de rapina contra nações e povos com o único objetivo de impor o seu controle e garantir o saque.

É, por isso, imprescindível o fortalecimento das crescentes iniciativas dos movimentos sociais e das forças progressistas e democráticas que, em solidariedade resoluta com o povo sírio na luta por livrar o seu país dos grupos terroristas, mercenários e estrangeiros que interferem em seu destino, clamam por uma manifestação massiva de repúdio absoluto à intervenção militar imperialista, à agressão e à guerra contra a Síria.

O Conselho Mundial da Paz tem se manifestado reiteradamente em solidariedade ao povo  na defesa dos rumos da nação, denunciando incessantemente as manobras e pretextos usados pelas potências imperialistas, beligerantes e criminosas que apoiam grupos terroristas no afã de impor seus desígnios. Impõem assim terrível e cruel martírio ao povo sírio,  a fim de  controlar seus recursos e, mais abrangentemente, a região e suas rotas.

Organizações irmãs como a Federação Mundial da Juventude Democrática e Federação Democrática Internacional das Mulheres também têm se levantado permanentemente em apoio à luta pela soberania, a paz e por uma saída para a crise que se arrasta há já quase uma década. Ademais, e de forma expressiva, parlamentares e parte importante da população dos países agressores também já se manifestam contra o crime há muito preparado e cometido por seus governos, bradando em alto e bom tom seu completo repúdio à empreitada beligerante que não os representa.

Em 2003, mais de 60 milhões de homens e mulheres, jovens e trabalhadores saíram às ruas para rechaçar a ensandecida guerra contra o Iraque deflagrada pelos EUA e seus aliados imperialistas, sob o mesmíssimo pretexto do uso de armas químicas, para justificar a injustificável invasão do país, o massacre do seu povo e o assassinato do seu presidente. Hoje, 15 anos depois, o Iraque ainda luta por se recuperar de tantos anos de intervenção e guerra que mataram ou forçaram ao refúgio milhões de pessoas e destroçaram a nação iraquiana.

As forças democráticas e amantes da paz em todo o mundo unem-se à resistência contra a imposição da guerra por potências que seguem impunes por crimes passados, mas de consequências persistentes, e que confabulam para cometer novos crimes contra a humanidade. Que a nossa força conjunta expresse o repúdio dos povos em todo o planeta contra os planos de dominação, subjugação, exploração e destruição que as forças imperialistas promovem como estratégia contra toda e qualquer nação que não se curve aos seus desígnios.

A defesa solidária da soberania da nação árabe-síria é dever e questão de todos os povos.

Viva a resistência do povo sírio!
Fim à agressão imperialista contra a Síria!
Viva a solidariedade entre os povos na luta pela paz!

*Socorro Gomes foi deputada federal, presidiu o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) e integra o Conselho Consultivo da entidade. É também a presidenta do Conselho Mundial da Paz.