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Síria é alvo da política imperialista e de aliados dos EUA, diz embaixador

A guerra contra a Síria completa seis anos e a política de ingerência e agressão imperialista é cada vez mais evidente. Estima-se que cerca de 400 mil pessoas tenham sido mortas, mais de cinco milhões tenham se tornado refugiadas e outras seis milhões, obrigadas a se deslocar internamente, enquanto a Síria e forças aliadas travam uma batalha árdua contra os grupos terroristas disseminados com o apoio estrangeiro e garantem a resistência nacional contra a agressão imperialista. Para tratar deste assunto e do papel do Brasil no conflito, o Instituto de Relações Internacionais e Defesa (InfoRel) entrevistou o embaixador da República Árabe da Síria, Ghassan Nseir, em Brasília. Leia a entrevista seguir, publicada em 20 de maio.

Embaixador da Síria no Brasil, Ghassan Nseir, em palestra na Universidade de Brasília, em 2015. Foto: Ricardo Padue/Brasil Notícia

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Cebrapaz manifesta grave preocupação com ameaça de guerra generalizada e agressão imperialista contra a Síria

O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) soma-se a outros movimentos da paz em todo o mundo em sua profunda preocupação e advertência diante da escalda da agressão imperialista na Síria. Somamo-nos ao apelo e ao alerta à população mundial para o risco de uma guerra generalizada, de proporções imprevisíveis. Acreditamos ser cada vez mais urgente, sob pena de nos depararmos com uma situação irreversível, a mobilização mundial contra a iminência da guerra.

Desde 2011 assistimos à escalada da agressão imperialista contra a Síria e à deterioração acelerada da condição interna do país e da região, com a disseminação de grupos armados apoiados pelas potências imperialistas estadunidense e europeias e seus cúmplices regionais, a Arábia Saudita, Turquia e Catar, entre outros.

Com a intensificação dos combates e a intervenção militar aérea – a operação Determinação Inerente (Inherent Resolve) – liderada pelos Estados Unidos, e apesar do apoio militar aéreo da Rússia – que, diferentemente da operação, foi requisitado pelo governo sírio – ou das mais recentes negociações por cessar-fogo que descarrilaram, a situação do povo sírio agrava-se, assim como a ameaça de um transbordamento ainda maior para a região ou até para o mundo.

Os EUA têm visto a Síria como mais um palco para a sua demonstração de força contra a Rússia e para a ameaça constante de escalada, vendo seus interesses na região contrapostos pela afirmação soberana do governo sírio, que recebe o apoio russo neste sentido. No início de outubro, o Washington Post vazou planos da Agência Central de Inteligência e do Departamento de Defesa dos EUA para lançar ataques secretos contra forças do governo sírio, na tentativa de contornar a falta de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas para tal, ao que as autoridades russas responderam com uma advertência sobre as consequências dessas ações. A Rússia prepara-se para a escalada do confronto.

A Organização das Nações Unidas (ONU) tem tido prolongadas dificuldades para a entrega de assistência humanitária da qual os sírios necessitam com urgência e o Conselho de Segurança debateu neste sábado, 8 de outubro de 2016, uma proposta de resolução promovida pela França que buscava incluir a imposição de uma zona de exclusão aérea sobre Alepo, com áreas ainda tomada pelos grupos armados. A medida poderia acabar favorecendo esses grupos e o seu fortalecimento em detrimento dos esforços do governo sírio por retomar o controle da região, um dos argumentos da Rússia para o veto à proposta. Já a proposta russa de resolução também foi rechaçada; o texto abrangia a ação para todo o país e apoiava o plano do enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, de retirar os combatentes da Frente al-Nusra de Alepo e implementar os acordos sobre a Síria firmados pelos EUA e a Rússia no início de setembro. Estes aspectos foram negligenciados pela proposta da França, como ressaltou o representante russo no debate, Vitaly Churkin. 

A preocupação estadunidense continua sendo a derrubada do presidente Bashar Al-Assad e o enfrentamento contra a Rússia, entretanto. De acordo com o Washington Post, com base no vazamento de informações que as autoridades estadunidenses negaram em coletiva de imprensa, a CIA e as Forças Armadas dos EUA expressaram apoio à condução de “ataques militares limitados contra o governo sírio”, discutindo “opções cinéticas” — termo cunhado por Bob Woodward em livro sobre as guerras de George W. Bush e depois empregado por Washington para referir-se eufemisticamente a ações letais e agressões militares. A cobertura midiática ocidental, entretanto, responsabiliza a Síria e a Rússia pela escalada das tensões, como verdadeiros órgãos de propaganda das alegações das autoridades estadunidenses.

Por isso, manifestamos a nossa solidariedade ao povo sírio em sua luta contra a ingerência imperialista e pela superação da sua crise política interna, apoiando os esforços por negociação para o fim do conflito internamente e os genuínos esforços para o combate determinado contra o terrorismo, que tem se disseminado pela região, causando incontáveis vítimas entre o povo árabe, transbordando também para o resto do mundo.

Mobilizamo-nos de forma decidida e enfática contra a ameaça de guerra disseminada e a militarização generalizada do planeta, com a atuação beligerante dos Estados Unidos e seus cúmplices, que promovem agressões militares e a ingerência nos assuntos internos de tantos países, provocando calamidades humanitárias, devastação e sofrimento aos povos.

Unimo-nos aos movimentos da paz em todo o mundo para envidarmos esforços resolutos para evitar a guerra e a confrontação!

Exigimos a retirada imperialista imediata do Oriente Médio e da Síria!

Exigimos o fim da ameaça de guerra generalizada!

Socorro Gomes
Presidenta do Cebrapaz 

Conselho da Paz dos EUA visita a Síria e denuncia: não se trata de uma guerra civil, mas de uma guerra de agressão

O Conselho da Paz dos Estados Unidos (USPC), organização membro do Conselho Mundial da Paz (CMP), integrou uma delegação para observar a situação na Síria, em julho de 2016. O grupo, composto por sete representantes de organizações anti-guerra, de entidades dos trabalhadores, advogados e jornalistas independentes, foi liderado pelo presidente do USPC, Alfred Marder. Em uma entrevista coletiva na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, em 9 de agosto, a delegação divulgou suas conclusões sobre a situação no país árabe, há cinco anos atingido pela agressão imperialista.

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No dia Mundial da Paz, Cebrapaz faz atos em Solidariedade à Síria

Cumprindo com seu compromisso de lutar pela paz e pela soberania dos povos, o Núcleo de São Paulo do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) realiza nesta sexta-feira (21) ato em solidariedade à Síria. O evento, que marca do o Dia Mundial da Paz, acontecerá no Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé.

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