Domingo, 26 de Março, 2017
   
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500 pessoas participam de ato em solidariedade ao Dia da Terra Palestina

Cerca de 500 pessoas compareceram no ato em solidariedade ao Dia da Terra Palestina, que ocorreu na Faculdade Cásper Líbero, na última sexta-feira (30).

O evento teve a participação do Professor Doutor Paulo Daniel Farah e do cartunista Carlos Latuff, que expos suas charges e debateu com os participantes sobre a situação dos palestinos.

Na atividade, que faz parte do 3º Festival Sul Americano da Cultura Árabe, Latuff produziu charges ao vivo enquanto eram declamadas poesias árabes, após esta intervenção deu-se início a um debate sobre o tema. O cartunista, que desenha sobre a Palestina desde 1999,  contou para os participantes a experiência que teve no local e como usa do trabalho artístico para contribuir com a luta dos povos pela paz.

“O que temos na Palestina e Israel é uma questão imperialista. Existe um lobby pró-Israel que tenta neutralizar qualquer tipo de discussão, de debate, de charges”, denunciou. Para ele a falta de informação trazida pelos meios de comunicação faz com as pessoas desconheçam a real situação vivida na Palestina.

Guerra é Negócio

Ao ser questionado sobre o que poderia ser feito para a resolução do conflito Latuff disse acreditar que Israel não está interessado num acordo de paz, pois lucra muito com a guerra. “O Estado de Israel, enquanto entidade política associada aos Estados Unidos, ganha muito mais vivendo esse clima constante de conflito”. Para ele é preciso que a situação se resolva com justiça “não dá para passar mais décadas esperando, assistindo as pessoas sendo mortas, retiradas de suas casas. É preciso dar um basta!”.

O cartunista criticou a falta de solidariedade das pessoas e fez um apelo: “O direito ao retorno é fundamental, direito de voltar para a própria terra. A justiça é o caminho da paz. Existe uma construção feita cuidadosamente pelo Estado, as pessoas são doutrinadas a acreditar que o palestino é inimigo, terrorista é preciso que se comece a quebrar esses estereótipos”.

Fórum Social Palestina Livre

A respeito do Fórum Social Mundial Palestina Livre, que vai ocorrer Porto Alegre em novembro deste ano, Latuff se mostrou otimista e afirmou que será uma boa oportunidade para definir metas e estratégias que contribuam com a causa. O professor doutor Paulo Daniel Farah, que foi o coordenador da mesa, acredita que há uma mobilização mundial forte em prol da solução pacífica para o conflito e apoio aos direitos dos palestinos a um Estado soberano. “Espero que o fórum consiga cumprir o objetivo de mostrar a importância deste debate, sempre no espírito da não violência e da cultura da paz”, disse. 

Solidariedade com os povos

Para o secretário geral do Cebrapaz, Rubens Diniz, uma atividade como esta é uma forma inteligente e eficiente de desenvolver a solidariedade com povos em luta. “Necessitamos chegar às pessoas que não possuem informação sobre o tema, sobre as condições de vida do povo palestino, dos abusos que são cometidos pelas forças de Israel. É necessário falar do direito do povo palestino possuir seu Estado”, disse.

O conselheiro do Cebrapaz, Igor Fuser, lembrou que durante a semana o músico britânico Roger Waters fez uma declaração de apoio a causa palestina e que o ex-integrante do Pink Floyd defende uma campanha de boicote a produtos israelenses. “É uma coisa concreta que nós brasileiros talvez possamos fazer de apoio ativo a causa palestina. Boicotar produtos que são feitos com base na opressão de um povo inteiro”, sugeriu. Também esteve presente o conselheiro do Cebrapaz Jamil Mourad.

Dia da Terra Palestina

O dia 30 de março é lembrado pelos palestinos como símbolo de luta pela libertação de sua pátria e seus direitos ao retorno às suas terras e propriedades. Esta data é marcante, pois, em 1976, o povo palestino sofreu uma repressão violenta por parte do Exército de Israel ao se manifestarem contra a invasão em seus territórios.  

É o que explica o diretor da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL), Emir Mourad, presente nas atividades. “Uma greve geral e passeatas foram organizadas nas cidades árabes de Israel - da Galileia ao Negev - em reação ao anúncio do plano do governo israelense de expropriação de uma área de 25.000 metros quadrados, na Galiléia - por "razões de segurança e para construção de assentamentos". Além disso, uma área ainda maior, situada em três aldeias na área de Al-Mil, foi declarada zona militar fechada, visando a construção de nove assentamentos judaicos.” Durante as manifestações seis palestinos foram mortos na área de Al Jahil, desde então é celebrado o dia da Terra Palestina.

Este evento foi organizado pelo Cebrapaz, FEPAL, FEARAB, BIBLIASPA e o Comitê Estado da Palestina Já e Faculdade Cásper Líbero. Nos próximos meses o Cebrapaz e a BIBLIASPA vão desenvolver um curso sobre a história Palestina para estudantes e interessados em geral. Outras informações no email: info@bibliaspa.org

Para conhecer os trabalhos feitos pelo cartunista Carlos Latuff acesse o blog: http://latuffcartoons.wordpress.com/

Do Cebrapaz,
Érika Ceconi

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