Tag: Anti-colonialismo

A onguização da resistência

Um perigo enfrentado por movimentos de massa é a “onguização”¹ da resistência. Será fácil distorcer o que estou prestes a dizer como uma acusação contra todas as ONGs. Isso seria uma falácia. Nas águas turvas das falsas ONGs montadas para tirar dinheiro de subvenções ou como sonegação de impostos (em estados como Bihar,² são doados como dotes), é claro, há ONGs desempenhando um trabalho valioso. Mas é importante considerar o fenômeno das ONGs num contexto político mais abrangente.

Por Arundhati Roy*

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Socorro Gomes: Pela libertação dos prisioneiros saráuis e o fim da ocupação marroquina, já!

A presidenta do Conselho Mundial da Paz (CMP), Socorro Gomes, emitiu nesta quarta-feira (17) uma declaração em apoio aos prisioneiros políticos saráuis em julgamento no Marrocos e à luta mais abrangente do povo saráui contra a ocupação marroquina. O julgamento tem sido condenado por observadores internacionais e o CMP tem um compromisso histórico com a luta pela descolonização do Saara Ocidental, reafirmado em sua última Assembleia, em São Luís (MA), em novembro de 2016. Leia a declaração de Socorro Gomes a seguir:

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WPC President: For the liberation of the Sahrawi prisoners and the end of the Moroccan occupation now!

The President of the World Peace Council (WPC), Socorro Gomes, has issued a statement this Wednesday (17) to express solidarity with the Sahrawi political prisoners on trial in Morocco and with the broad struggle for Sahrawi self-determination, demanding an end to Moroccan occupation of Western Sahara. The WPC has a long standing commitment to the struggle for de-colonization and the liberation of the Sahrawi people. Read the text below:

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Contra o muro do silêncio: Saráuis resistem à ocupação e à negligência

São 133 anos de colonização e 42 de ocupação. O povo saráui manifesta uma resistência potente, seja sob a ocupação marroquina, seja nos campos de refugiados no deserto argelino. Entretanto, a “paciência” não é infinita e os saráuis não podem mais ouvir o apelo por ela. Em visita recente, o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e luta pela Paz (Cebrapaz) ouviu relatos e testemunhou consequências da pendência colonial e da negligência mundial.

Por Moara Crivelente, dos campos de refugiados em Tinduf (Argélia)

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Revolução Argelina: Registro histórico da resistência ao colonialismo

A Revolução Argelina, um importante marco histórico das lutas nacionalistas pela descolonização, completou 54 anos. Em julho de 1962, um referendo popular declarava o desejo dos argelinos pela independência da França, após oito anos de combates de registros cruéis, mas que findaram em heroica vitória. Resistentes e intelectuais deixaram verdadeiros legados à luta dos povos por emancipação nacional, na resistência à dominação estrangeira.

Por Moara Crivelente*

Em oito anos de combate entre a potência colonial, França, e a Frente de Libertação Nacional (FLN) argelina – com outros grupos e milícias envolvidos de forma controversa – a FLN estimou, em 1962, que cerca de 1,5 milhão de pessoas morreram. Autoridades francesas declararam estimativa menor: cerca de 350 mil mortes, atribuindo-as convenientemente às táticas de guerrilha da resistência argelina.

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