Apoiar os esforços de paz e o fim da ingerência imperialista na Coreia

O movimento de solidariedade e o Conselho Mundial da Paz têm reiterado seu apoio aos esforços por reaproximação coreana e pela redução das tensões na Península da Coreia, pela segurança e a paz da região e do mundo. Por isso, têm denunciado enfaticamente a ingerência imperialista que os EUA mantêm e aprofundam na região especialmente desde a década de 1950, através da guerra e a divisão da Coreia.

Por Socorro Gomes*

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Enquanto o povo coreano e o movimento da paz em todo o mundo celebravam a importante sinalização para um novo tipo de relação entre a Coreia Popular e a Coreia do Sul, com a participação da equipe esportiva e autoridades do primeiro nos Jogos Olímpicos em Seul, os EUA mostravam sua intenção de perturbar a tentativa de reaproximação com novos exercícios de guerra, realizados na região com frequência.

Diante de novos avanços na intenção de reconciliação, com o alvissareiro encontro previsto para abril entre os líderes dos dois países, os EUA e seus aliados anunciaram ainda mais sanções contra dezenas entidades e personalidades ou autoridades da Coreia Popular.

Mesmo assim, a surpresa, para os meios de comunicação a serviço do império que ainda retratam a liderança da Coreia Popular como sedenta de guerra, foi o convite feito pelo presidente Kim Jong Un para um encontro com o próprio presidente Donald Trump, o que deverá acontecer em maio. O anúncio é resultado do empenhado esforço da Coreia Popular por, ao tempo em que defende sua soberania e resiste à ingerência imperialista, também reforçar seu compromisso com o diálogo e a paz, inclusive convidando reiteradamente os EUA e a Coreia do Sul à assinatura de um tratado definitivo que conclua o desfecho da guerra de 1953 e as ofensivas ou ameaças imperialistas.

A agressiva política de sanções e a realização de exercícios militares ofensivos claramente direcionados contra a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) só podem levar à manutenção e à escalada das tensões e de um ambiente nada propício para o diálogo e a reaproximação.

O povo coreano já manifestou sua intenção de reconciliação e eventual reunificação pacífica. O maior obstáculo para tal conquista ainda é a ingerência imperialista e a ofensiva contra a Coreia Popular.

Por isso, o movimento mundial da paz deve continuar acompanhando a situação de perto e denunciando a atuação guerreirista dos EUA e seus aliados entre as potências para impedir o desenvolvimento desse processo, ao tempo em que encoraja as medidas construtivas, de diálogo e reaproximação.

Pela reconciliação e o fim da ingerência imperialista na Península da Coreia, a solidariedade entre os povos e a paz.

*Socorro Gomes é a presidenta do Conselho Mundial da Paz