Com informações da Telesur e so site Brasil 247
No empenho de buscar mecanismos e estratégias para enfrentar a ofensiva imperial e o sistema dominante no planeta, realizou-se em Caracas, capital venezuelana, o Segundo Encontro da ALBA-TCP por uma Alternativa Social Mundial, com a presença de cerca de 400 delegados.
Nesta ocasião, foram desenvolvidas duas mesas; o painel Alternativa para a Paz, com a presença de Elisa Salvador, da Liga Angolana de Amizade e Solidariedade dos Povos, Bahman Azad, Conselho de Paz dos Estados Unidos, Socorro Gomes, do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz, David Denny, do Movimento Caribenho pela Paz e a Integração, e Carolus Wimmer, Comitê de Solidariedade Internacional e Luta pela Paz, Venezuela.

Ao tomar a palavra, Socorro Gomes, do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz, expressou que o mundo de paz é um mundo de povos livres e donos de seu destino. Essa luta se desenvolve na história, tem seus avanços e retrocessos.
“A maior ameaça à paz é a intervenção imperialista”, considerou. “Nosso continente foi varrido por golpes, ditaduras. Tivemos as piores ditaduras impostas pelo imperialismo estadunidense. O imperialismo tem sido um dos piores problemas para a paz. É uma grande ameaça para a vida do planeta e para nosso destino de povo livre”, sentencia Socorro Gomes, sobre o genocídio que o Estado de Israel comete contra o povo palestino. De acordo com Socorro, “Os Estados Unidos controlam a moeda, o dinheiro, por isso realizam ações de bloqueio e impedem o desenvolvimento livre. Eles têm o controle de 90% dos meios de comunicação do mundo”.
“A ALBA-TCP é um instrumento da paz e da liberdade dos povos, busca uma alternativa, uma organização, porque o fator principal, além da união de povos e governos, é a busca do progresso compartilhado, a cooperação internacional e a paz soberana dos povos”, sustentou.
Em sua oportunidade, Bahman Azad, do Conselho de Paz dos Estados Unidos, afirmou que “Em nenhum momento a paz foi mais ameaçada na história recente do que está hoje. A balança de poderes a nível global começou a mudar e estamos enfrentando muitos perigos e reações negativas brutais, criminosas contra os povos e as forças de progresso. Somos testemunhas dos crimes contra a humanidade que o estado sionista de Israel está cometendo contra a Palestina. O povo dos Estados Unidos está irritado com o governo norte-americano pelo que acontece na Palestina”.
Para Elisa Salvador, presidente da Liga Angolana de Amizade e Solidariedade com os Povos, o respeito é a base de qualquer relação, é essencial respeitar as opiniões e escolhas dos outros. Cada um de nós deve se sentir um agente da paz, denunciando situações de injustiça. “Não é possível falar de paz efetiva no continente africano porque existem países em conflito. Vivemos na miséria, com fome e em guerra. Como é possível falar de paz?”, disse. “Sabemos, conhecemos esse inimigo comum, mas temos a necessidade de nos unir. Precisamos viver essa paz, mas para poder experimentar essa paz, devemos ter a boa vontade de nossos dirigentes e governantes”, acrescentou.
David Denny, secretário-geral para o Movimento Caribenho pela Paz e Integração, destaca a cooperação de Cuba e Venezuela com os estados do Caribe por meio do PetroCaribe. Lembrou que “Estamos no meio de uma guerra ideológica, econômica, política e militar. Devemos unir nossas forças para defender nossa região do imperialismo estadunidense”. Destacou que “Cuba enviou mais de quatrocentos médicos ao Haiti (…) Estamos contra qualquer tipo de intervenção em território haitiano”. Ainda de acordo com Denny, “Cuba sempre esteve do lado dos pobres e desfavorecidos, ajudou a libertar a África. Temos que ser solidários com nossos irmãos de Cuba”.
Carolus Wimmer, do Comitê de Solidariedade Internacional e Luta pela Paz, manifesta sua solidariedade com o povo e as forças de esquerda estadunidenses, e afirmou: “Há um povo em luta contra esse sistema injusto, imperialista, um povo que sofre. Estendemos nossa solidariedade e o trabalho junto com as forças da esquerda progressista dos Estados Unidos”. Ainda segundo Wimmer, “É necessário olhar para o passado para construir o futuro. Para Bolívar, a paz não era pacifismo, não era tranquilidade; para Bolívar, a paz era justiça, independência, liberdade. Temos que continuar combatendo todos os dias, o inimigo espera que você baixe a guarda. Não há descanso”.