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Modernização nuclear aumenta o risco de emprego do arsenal; nos EUA, o plano antecede Trump

Em 2017, a Federação de Cientistas Americanos (FAS, na sigla em inglês) estimou uma redução quantitativa no arsenal nuclear mundial de 70.300, em 1986, para 14.550, no final daquele ano. A redução é apresentada como reflexo de um compromisso pelo desarmamento, entretanto, em termos qualitativos, o potencial destrutivo do arsenal existente é significativamente maior. Além disso, a “modernização nuclear” promovida ainda antes e impulsionada pelo plano do presidente estadunidense Donald Trump, que recebe agora atenção da mídia internacional, eleva o alerta contra a normalização do emprego dessas armas de destruição em massa.

Obama e Trump - modernização armas nucleares

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Instituto sueco registra aumento global do comércio bélico, com destaque para empresas dos EUA

Voltou a crescer a venda mundial de armas e serviços militares, com destaque para empresas estadunidenses, sul-coreanas e algumas europeias. De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (11) pelo Instituto Internacional de Estocolmo de Pesquisas para a Paz (SIPRI, na sigla em inglês), as 100 principais empresas setor militar venderam um total de USD 374,8 bilhões em 2017 (cerca de R$ 1,2 trilhão no câmbio corrente). É o primeiro ano de crescimento desde 2010, período agudo da crise econômica internacional.

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Reino Unido: O segundo maior comerciante de armas do mundo e os crimes de guerra no Iêmen

Desde o início da ofensiva militar liderada pela Arábia Saudita contra o Iêmen, em março de 2015, quase quatro mil civis iemenitas foram mortos. Em um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado no final de agosto de 2016, os números dão espaço às denúncias de crimes de guerra. Mesmo assim, no início de 2016, o Reino Unido já contabilizava um aumento de 100 vezes na venda de armas à Arábia Saudita. 

Por Moara Crivelente*

Um funcionário mostra os danos causados a uma fábrica alimentícia no distrito de Nahda, na capital iemenita,
atingida por um
bombardeio saudita. Ao menos 14 pessoas foram mortas. Foto: Reuters. 

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