Mesmo doente, herói cubano é mantido preso em solitária nos EUA

O presidente do Parlamento de Cuba, Ricardo Alarcón, denunciou nesta quinta-feira (29) que um dos cinco heróis cubanos presos ilegalmente nos EUA está em uma "cela de castigo desde 21 de julho”, apesar de estar doente. Gerardo Hernández está detido há 12 anos, com seus quatro compatriotas acusados de espionagem.

Alarcón — que qualificou a prisão sub-humana como "muito grave" — descreveu as deploráveis condições de Hernández: "Encontra-se em uma cela muito pequena, de dois metros por um, que compartilha com outro prisioneiro e onde há apenas ventilação, porque respiram por um pequeno orifício no alto de uma parede".
  
Em 20 de julho Hernández foi examinado por causa de umas dores físicas. “Diagnosticaram-no com problemas que requerem tratamento — aparentemente, um problema com uma bactéria que está circulando entre a população carcerária, tendo inclusive casos muito graves", denunciou o parlamentar.
  
O titular do Congresso cubano disse que "desconhecemos se esta é a condição de Gerardo, já que não fizeram nenhuma análise, apesar de terem conduzido-o à cela menor no dia seguinte após ser atendido". As autoridades cubanas pediram explicações aos norte-americanos sobre seu transporte de cela, disse.
  
Hernández foi detido em 1998 na Flórida com Antonio Guerrero, Ramón Labañino, Fernando Gonzalez e Ree Gonzáles. O grupo foi condenado em 2001 à prisão perpétua sob acusações de espionagem em bases militares norte-americanas e em grupos de exilados cubanos, além de suposta conspiração para derrubar um dos aviões do grupo anticastrista de Miami "Hermanos al rescate".
  
Os Cinco, na realidade, são "heróis" que lutam conta o terrorismo. O governo cubano pede há anos que a Justiça dos Estados Unidos os liberte. No ano passado, a pena de Guerrero foi reduzida para 21 anos e 10 meses, e a de Labañino a 30 anos. Segundo Ricardo Alarcón de Quesada, a política que os EUA levam a cabo contra Cuba durante todos estes anos é “terrorista”

Adriana Pérez, esposa de Gerardo, expressou seu agradecimento à Comissão pelo trabalho e o interesse no caso dos Cinco, se referiu à difícil situação destes valentes homens e disse que somente vamos triunfar quando os Cinco retornem ao seio de sua família e de sua Pátria.


Com agências

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