Advogados de Posada Carriles tentam eliminar provas de sua atividade terrorista

A defesa do terrorista Luis Posada Carriles solicitou esta semana que a juíza responsável pelo caso rechace a apresentação em juízo das provas sobre a participação de seu cliente nos atentados a bomba ocorridos em 1997, em Cuba.

Em uma moção apresentada ante a juíza Kathleen Cardone, os advogados argumentam que o governo não cumpriu a ordem judicial que estabelecia mostrar, antes de 1º de dezembro de 2009, as provas obtidas em Cuba sobre a participação de Posada Carriles naqueles atentados.

As provas, segundo a moção, foram entregues aos advogados 11 meses depois da data prevista, em arquivos de computador que não puderam ser abertos, por estarem corrompidos.

Posada Carriles, de 82 anos, enfrenta um processo penal por mentir para funcionários do Serviço de Imigração dos Estados Unidos, ao solicitar cidadania e uma petição de asilo político em 2006. O governo estadunidense, por sua vez, omitiu a solicitação de extradição de Carriles para a Venezuela, por este ser acusado de planejar o atentado a um avião civil cubano, crime que resultou na morte de 73 pessoas.

Agora, os advogados tentam se agarrar a um argumento técnico da lei para eliminar provas consideradas como fundamentais do caráter terrorista de seu cliente, dizendo que houve má fé por parte daqueles que trataram dos papéis de Carriles.

Segundo os advogados do cubano, a fiscalização se negou a entregas essas provas em tempo hábil para que a defesa revise todos os documentos antes de 10 de janeiro do ano que vem, data em que Carriles será julgado pelo tribunal federal de El Paso (Texas).

Fonte: Cuba Debate

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