Argentina segue o Brasil e também reconhece reivindicação palestina

A Argentina reconhece a Palestina como um Estado livre e independente, afirmou nesta segunda-feira (6) o chanceler do país, Héctor Timerman, em entrevista em Buenos Aires.

Segundo o chanceler, "a Argentina compartilha com seus sócios do Mercosul – Brasil, Paraguai e Uruguai – que é chegado o momento de reconhecer o Estado da Palestina como Estado livre, com o objetivo de favorecer a solução do conflito no Oriente Médio".

Em anúncio realizado à imprensa nesta segunda, Timermann ressaltou ainda que o reconhecimento à Palestina não implica uma inimizade com Israel. "A Argentina ratifica o direito de Israel de ser reconhecido por todos e de viver em paz e reafirma a amizade e a vigência do acordo comercial entre o Mercosul e Israel."

A decisão argentina ocorre dias após o Brasil tomar a mesma decisão. Na sexta-feira, o Itamaraty anunciou que o governo brasileiro reconheceu o Estado palestino nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967. O pedido havia sido feito pelo presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em carta datada do dia 24 de novembro.

Apoio cresce

A Argentina e o Brasil passam a integrar uma lista de mais de cem países que reconhecem o Estado palestino, entre eles todos os árabes, a maior parte da África, além de muitas nações da Ásia e do leste da Europa.

Após o reconhecimento brasileiro, um dos porta-vozes do governo palestino, Xavier Abu Eid, disse que outros sete países latino-americanos se mostravam dispostos a manter conversas bilaterais para reconhecer a independência palestina pelas fronteiras de 1967.

Eid disse esperar que “uma onda de reconhecimentos latino-americanos como a que houve após 1988 [por causa da Declaração de Independência Palestina] em outras partes do mundo".

Com agências

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