Encontro em Havana debate a militarização estadunidense da América Latina

Estes dias, o mundo celebra a Declaração Universal dos Direitos Humanos. A América Latina comemora também o Dia Continental de luta pela desmilitarização e contra o estabelecimento de bases militares em nosso território. Em Havana, intelectuais e ativistas reuniram-se na Casa da Amizade para compartilhar, de maneira simples e oportuna, opiniões sobre os riscos e conflitos relativos à militarização do continente. O encontro foi coordenado pelo Movimento Cubano pela Paz e Soberania dos Povos e pelo Centro Martin Luther King.

Rubens Diniz, do Cebrapaz, ressaltou a importância da liberdade para o desenvolvimento e denunciou o imperialismo, especialmente o governo dos EUA,  como o principal inimigo da paz no mundo e o principal responsável pela violação dos direitos humanos na América. Além da militarização imposta ao continente, em defesa de interesses próprios e da tentativa de interromper as mudanças políticas na região, o imperialismo desencadeou todos os tipos de ataques contra grupos e governos progressistas na região.

O destacado pesquisador  Manuel Carbonell chamou a atenção para a compreensão da militarização de uma perspectiva histórica, colocando-a na longa lista de agressões por parte dos governos dos EUA, que deram inicio à política estadunidense de isolamento da América Latina que, ao longo dos anos, levou à fragmentação da segurança no continente.

A fim de reduzir a pressão política dos movimentos populares e governos de esquerda sobre a sua política, os EUA retardaram o estabelecimento de suas tropas nesta região e mudaram o nome das suas bases militares menores para ‘postol de operações avançadas’ e ‘posição de segurança operativa’;  de maneira que, com exceção de Porto Rico, que é hoje uma colônia dos EUA, só há uma base militar dos EUA na América Latina: a Base Naval de Guantánamo.

No entanto, de acordo com documentos relacionados à política externa dos EUA, citados por Carbonell, a América Latina não é a prioridade estratégica dos Estados Unidos hoje em dia.

Além disso, citou-se a presença na América Latina de forças militares pertencentes a outros países, como a França e a Holanda.

De qualquer forma,  a pressão política, a atividade constante dos governos e movimentos sociais na defesa da soberania de nossos Estados não podem cessar ou diminuir.

*Artigo de Idalmis León Solar publicado na “Tribuna de Havana”.

Tradução Livre do espanhol por Maria Helena De Eugenio.

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