Israel tem trabalhado para dar sobrevida a Mubarak

O governo de Israel tem pedido aos EUA e a países europeus para evitarem críticas a Hosni Mubarak. Embaixadas ao redor do mundo receberam nota da cancelaria para trabalharem pelo regime egípcio, segundo o diário israelense Haaretz. Em uma iniciativa inédita desde o acordo de paz assinado há mais de 30 anos, Israel autorizou a entrada do Exército egípcio na Península do Sinai para garantir a segurança.

Segundo o tratado, o território devolvido pelos israelenses deveria permanecer desmilitarizado. O regime de Mubarak tenta impedir o contrabando de armas para a Faixa de Gaza. O temor israelense é o de que grupos hostis, como a Irmandade Muçulmana, assumam o poder no Cairo.

No entanto, até mesmo boa parte da sociedade israelense tem pedido a saída do ditador egípcio. Cerca de 100 pessoas protestaram nesta terça-feira (1º) perto da embaixada do Egito em Tel Aviv para pedir a renúncia do presidente egípcio, Hosni Mubarak.

Os manifestantes gritavam slogans de apoio às revoltas populares que acontecem há mais de uma semana nas principais cidades egípcias com o objetivo de pôr fim ao regime de Mubarak.

Alguns dos presentes traziam bandeiras palestinas e outros exibiam cartazes com mensagens contra o líder egípcio, como um no qual era possível ler: "Mubarak, é hora de os regimes dos tiranos serem substituídos no mundo todo", relatou o serviço de notícias israelense "Ynetnews".

As autoridades israelenses observam com preocupação os fatos no Egito e temem que a queda de Mubarak possibilite a chegada ao poder da Irmandade Muçulmana, o que consideram um sério risco para a manutenção da paz e da segurança na região.

Israel reforçou sua fronteira com o Egito diante do temor de que as revoltas populares no país vizinho acarretem na entrada de terroristas, beduínos e imigrantes africanos em território israelense em busca de asilo, segundo o jornal local "Ha''aretz".

O jornal detalhou que tropas do Exército israelense e agentes da Polícia de fronteira foram desdobrados ao longo dos 250 quilômetros que dividem os dois países.

Com agências

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