Haitianos mostram páginas obscuras da ditadura de Baby Doc

Várias organizações sociais haitianas desenvolveram, nesta quinta-feira (10), em Porto Príncipe, atividades destinadas a mostrar a vida neste país durante os anos de ditadura de Jean Claude Duvalier.

Durante três dias serão exibidas mostras fotográficas e depoimentos de vítimas do regime do ex-ditador, de volta ao Haiti desde 16 de janeiro.

O objetivo das exposições, que também incluem conferências na Faculdade de Ciências da Universidade Estatal do Haiti, é recordar as chamadas “páginas obscuras da história”. A administração de Duvalier, de 1971 até 1986, é qualificada por muitos como “passado de horror”.

Segundo Edner Décime, membro da coalizão de entidades que organizaram a mostra, é necessário relembrar esse período às novas gerações. Na sua opinião, existe um déficit de memória, por isso se deve recordar o período histórico dessa ditadura, responsável por milhares de mortes de pessoas contrárias ao regime.

A exposição começou um dia após a Promotoria convocar o ex-ditador a comparecer ante um juiz de instrução por acusações de corrupção e crimes de lesa humanidade. De acordo com declarações de seu advogado, Baby Doc, como também é conhecido, não se apresentou à convocação por problemas de saúde.

O advogado alegou que Duvalier sofreu uma queda durante uma visita ao cemitério de Leogane, onde repousam os restos de seus avós, por isso lhe orientaram ao menos 15 dias de repouso.

É desconhecido se a audiência se postergará por uma semana ou mais.  Durante sua permanência neste país caribenho, Baby Doc sustentou encontros com vários dos funcionários e seguidores de seu governo.

O ex-ditador é acusado de delitos de corrupção, desvio de fundos, assassinatos, sequestros e exílios ocorridos durante seus 15 anos ao comando deste empobrecido país.

Fonte: Agência Prensa Latina

Deixe uma resposta