Cuba pede acordos vinculantes para acabar com ameaça nuclear

O governo cubano se manifestou nesta segunda-feira (1º) em prol de uma proposta do Movimento de Países Não Alinhados, cujo conteúdo estabelece um calendário concreto para a redução gradual das armas nucleares até sua total eliminação em 2025.
O ministro cubano de Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, referiu-se ao assunto durante sua intervenção ante a Conferência de Desarmamento das Nações Unidas em Genebra, onde mencionou detalhes da iniciativa dos NOAL.

A proposta inclui também a criação de Zonas Livres de Armas Nucleares. “Urge estabelecer esse acordo no Oriente Médio, onde Israel é o único país que se opõe”, destacou.

Rodríguez recordou que depois da Segunda Guerra Mundial, durante a qual morreram 60 milhões de pessoas, a degradação das condições de vida no planeta como consequência do aquecimento global e as armas nucleares são desafios para a sobrevivência humana.

“A única garantia de que as armas nucleares não possam ser usadas pelos Estados nem por ninguém seria sua eliminação e proibição absoluta, que deveria abarcar também as armas convencionais avançadas de similar letalidade”, argumentou.

O diplomata destacou que deve cessar a manipulação política a respeito da não proliferação, baseada na dupla moral e no interesse político. Além disso, sentenciou que a comunidade internacional deve abandonar definitivamente o conceito de dissuasão nuclear como base de doutrinas militares insustentáveis e inaceitáveis.

Ao final, Rodríguez comentou que Cuba assumirá em 2011 a presidência da Conferência de Desarmamento com o firme propósito de que o fórum não perca sua relevância pelo inoperância e falta de vontade política.

Com informações da Agência Prensa Latina

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