Mopassol: “Rechaçamos energicamente às ameaças britânicas”

O MOPASSOL (Movimento pela Paz, a Soberania e a Solidariedade entre os Povos) repudia as bravatas do governo britânico, com as quais ameaça o povo argentino. A nós que trabalhamos pela paz, não nos surpreende essas provocações, típicas de governos de rapinagem e depredação. Como se sabe, em 27 de junho último, o ministro da defesa britânico, Liam Fox, declarou publicamente que “os políticos do outro lado do mundo podem se cansar” das reclamações, mas que as Malvinas seguirão como até agora e que a Grã-Bretanha dispõe de aviões de combate e poder naval “se necessário”, ou seja, estão dispostos a uma agressão militar contra a Argentina.
 
Essas declarações de um ministro de Estado britânico não deixam nenhuma dúvida sobre a atitude militarista e imperialista da Grã-Bretanha e da OTAN, sobretudo considerando que nosso país está longe de constituir uma ameaça militar para aquela potência nuclear. Por outro lado, tanto o atual governo argentino, quanto os anteriores, têm se ajustado estritamente ao direito internacional, em todas as reivindicações e denúncias sobre as Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sanduíche do Sul, submetidas à ocupação militar e à exploração comercial colonialista.
 
A atitude de nosso governo é digna ao responder serenamente às ameaças de Londres e manter a atividade diplomática dirigida à recuperação dos territórios usurpados, reivindicando a aplicação das resoluções da ONU sobre a descolonização dos arquipélagos do Atlântico Sul.
 
A base militar que a OTAN mantém em Mount Pleasant (Ilha de Soledad) é uma ameaça militar à Argentina e à América Latina, além disso, há suspeitas fundamentadas de que por ali circulam aviões portando armas nucleares; e está comprovado que submarinos atômicos chegam ao porto próximo desta base. Por tudo isso, o Mopassol participa da Campanha Continental por uma América Latina de Paz, sem bases militares estrangeiras e convoca as organizações populares a mobilizarem-se neste mesmo sentido.
 
 Mopassol, Mesa Diretora
 
Buenos Aires, 29 de junho de 2011.
 
Tradução livre do original em espanhol por Maria Helena De Eugenio

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