Otan promove troca de comando no Afeganistão

O general David Petraeus, comandante norte-americano das forças da Otan no Afeganistão, transmitiu seu cargo nesta segunda-feira a outro general estadunidense, John Allen. A cerimônia de entrega do comando ocorreu em Cabul poucas horas após o atentado que resultou na morte de um importante assessor do presidente afegão, Hamid Karzai. O general Petraeus parte do Afeganistão depois de passar um ano na liderança da coalizão agressora. Ele agora dirigirá a famigerada Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), onde substituirá Leon Panetta, que, por sua vez, foi nomeado secretário da Defesa. No imperialismo militarista norte-americano é assim: os oficiais das Forças Armadas alternam funções de comando em missões agressivas contra outros países com chefias de agências de espionagem.

Petraeus deixa o país em um momento crítico para o processo de ocupação imperialista no Afeganistão, após o lançamento no domingo do processo de “transição” mediante o qual a Otan transmitirá progressivamente a responsabilidade pela segurança do país às forças afegãs.

A coalizão já iniciou a retirada gradual de suas tropas até 2014. Mas nada garante que o prazo será cumprido e não sejam invocados futuramente pretextos para prolongar a ocupação militar do Afeganistão.

Cerca de 130 mil militares da Otan estão engajados na ocupação militar do Afeganistão, numa luta inglória em que se excedem em desmandos e crimes contra o povo afegão e a soberania do país centro-asiático.

David Petraeus é considerado o artífice da estratégia do imperialismo norte-americano no Iraque, onde chegou a promover um reforço do contingente de 30 mil soldados. Recentemente, foi desautorizado pelo presidente Barack Obama.

A Otan garante ter detido o avanço dos talibãs em seus bastiões do sul do Afeganistão. No entanto, especialistas respondem que os talibãs estão longe de ter sido vencidos nas regiões meridionais, e destacam que a insurreição ganhou força em seus bastiões do leste e segue avançando no resto do país.

A ONU anunciou na semana passada que 1.462 civis morreram nos primeiros seis meses de 2011, 15% a mais que no mesmo período do ano anterior.

Da redação do Vermelho, com agências

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