Honduras reconhece territórios palestinos e irrita Israel

O Ministério de Relações Exteriores de Israel reprovou o embaixador de Honduras no país, José Isaias Barahona, devido à intenção de seu país de apoiar o reconhecimento dos territórios palestinos como estado independente na ONU e pediu retratação, informaram nesta quinta-feira (4) fontes oficiais israelenses. No domingo, o embaixador hondurenho, José Isaias Barahona, foi convocado para uma reunião na sede do Ministério de Relações Exteriores em Jerusalém com a subdiretora-geral para a América do Sul, América Central e Caribe, Dorit Shavit, que transmitiu a “surpresa” e “decepção” pelo anúncio do presidente Porfirio Lobo, que mostrou apoio ao reconhecimento dos territórios palestinos na comunidade internacional.

Shavit lembrou ao diplomata encontros de alto nível entre ambos os países em julho, nos quais “deixou clara a posição israelense com relação ao plano palestino na ONU e o dano potencial que representará ao processo de paz”, afirma a diplomacia israelense em comunicado divulgado nesta quinta-feira.

Como afirma a nota, “o governo de Honduras mostrou compreensão da posição israelense e expressou apoio a uma solução que alcance por meio de negociações diretas”.

“A vice-diretora geral lembrou ao embaixador que Israel apoiou Honduras em períodos difíceis e destacou a grande e longa amizade entre os dois países, da qual é mostra a cooperação técnica e ajuda em várias áreas”, acrescenta o escrito.

Shavit pediu “um esclarecimento” a Tegucigalpa e a Barahona que peça a seu governo que se retrate de sua decisão.

Lobo anunciou em seu site na semana passada apoio à Organização para a Libertação da Palestina (OLP) em suas tentativas para alcançar o reconhecimento dos territórios palestinos diante da comunidade de nações, durante a visita a Honduras do chanceler palestino, Riyad al-Maliki.

Em seu site, Lobo afirma que existe “vontade expressa” de seu governo para “incorporar essa nação do Oriente Médio na política externa de Honduras”.

Xavier Abu Eid, porta-voz da OLP, declarou que “cada Estado tem direito de tomar decisões soberanas e qualquer pressão indevida não tem a ver com a justiça da decisão hondurenha, mas com o desespero de Israel”.

“Hoje em dia nove dos dez países mais populosos do mundo reconhecem os territórios palestinos. Cerca 75% da população mundial vive em países que reconhecem o Estado palestino e América Latina demonstrou com fatos que apoia o direito à autodeterminação dos povos”, afirmou.

Fonte: Efe

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