Sírios protestam contra sanções da Liga Árabe

Dezenas de milhares de pessoas se reuniram nesta segunda-feira (28) em Damasco para criticar as sanções impostas no domingo pela Liga Árabe ao governo sírio de Bashar al-Assad. Na Praça Sabaa Bahrat, no centro da capital, os manifestantes agitavam bandeiras e retratos de Assad, ao som de canções patrióticas.

Liga Árabe aprovou no domingo sanções econômicas severas contra a Síria, argumentando que era uma maneira de obrigar o governo a acabar com a repressão da revolta contra Assad, que já dura mais de oito meses.
 
Até o momento, as autoridades não reagiram oficialmente ao anúncio das sanções, mas o ministro das Relações Exteriores, Walid Muallem, dará uma entrevista coletiva ainda nesta segunda-feira.

Antes de as medidas serem aprovadas, Damasco havia retratado a ação como uma “conspiração ocidental” para prejudicar o país, por conta de sua oposição a Israel.

A TV estatal síria descreveu as sanções como “medidas sem precedentes que alvejam a população”. E, segundo a agência Associated Press, as autoridades sírias consideraram as sanções uma traição à “solidariedade árabe”.

Pela primeira vez, a Liga Árabe adota sanções econômicas desta magnitude contra um de seus membros. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro do Qatar, Hamad bin Jassim Thani, após a votação. Segundo ele, caso as medidas falhem em conter a crise no país, as forças de outras nações estrangeiras poderiam ter que intervir na Síria.

A declaração mostra uma mudança de posição, uma vez que Thani havia dito anteriormente que a Liga queria evitar de qualquer maneira um episódio semelhante ao que ocorreu na Líbia, onde uma resolução do Conselho de Segurança da ONU terminou abrindo brecha para uma agressão da Otan.

As sanções incluem o congelamento das transações comerciais com o governo sírio e das contas bancárias do governo nos países árabes, a suspensão dos voos entre os países árabes e a Síria, e a proibição de viagens aos países árabes para autoridades que ainda não foram identificadas.

Apesar do anúncio das sanções, um novo confronto na Síria deixou 23 mortos neste domingo. Segundo estimativas da ONU, desde o início das revoltas em março, mais de 3,5 mil pessoas morreram, entre elas centenas de crianças. O governo liderado por Bashar Assad afirma que é vítima de grupos terroristas armados apoiados por estrangeiros e que já perdeu mais de 1,1 mil soldados.

Da redação do Vermelho, com agências

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