Japão volta atrás nas sanções propostas por EUA contra Irã

O Japão voltou atrás nesta sexta-feira (13) em relação às sanções recomendadas pelos Estados Unidos para proibir a venda de petróleo iraniano, expressando reservas diante de medidas que, a seu ver, podem causar um forte aumento do petróleo e prejudicar a economia mundial.

 “Os Estados Unidos querem adotar sanções. Nós consideramos que é preciso ser extremamente cautelosos para aceitar semelhantes medidas”, destacou o ministro japonês das Relações Exteriores, depois de se reunir com seu homólogo francês, Alain Juppé.

Estas prudentes declarações contradizem as afirmações do ministro japonês das Finanças, Jun Azumi, que na quinta-feira sustentou que o Japão irá “adotar o quanto antes medidas concretas e planejadas para reduzir ainda mais a parte” iraniana de suas importações de petróleo.

Este anúncio, realizado após uma reunião com o secretário americano do Tesouro, Timothy Geithner, foi considerado um apoio japonês à tese norte-americana e uma vitória da diplomacia dos Estados Unidos, depois de uma clara rejeição da China.

Diante das pressões para que a posição japonesa fosse esclarecida após as declarações contraditórias de seus ministros, o primeiro-ministro, Yoshihiko Noda, destacou nesta sexta-feira à noite que “as afirmações do (ministro das Finanças) Azumi eram um ponto de vista individual”.

“De agora em diante, o governo deve definir sua posição examinando as consequências. Os detalhes devem ser estudados em coordenação com os americanos na próxima semana”, acrescentou Noda.

O Japão importa entre 9% e 10% de seu petróleo do Irã, e já reduziu esta parte a quase a metade nos últimos cinco anos, lembrou o ministro das Relações Exteriores.

“Se queremos adotar sanções sobre o petróleo, é necessário que estas medidas sejam plenamente eficazes e que não tenham o efeito contrário”, destacou Gemba, afirmando que um encarecimento do petróleo beneficiaria o Irã.

O chanceler japonês opinou que semelhante embargo “poderia ter efeitos negativos não apenas na economia japonesa, mas também na economia mundial”.

Fonte: AFP

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