Farc: governo colombiano veta estrangeiros durante libertação

Em mais uma medida para tentar evitar um possível ganho político das Forças Armadas Colombianas (Farc) com a libertação unilateral dos últimos 10 militares em poder da guerrilha, o governo de Juan Manuel Santos informou, nesta terça-feira (27), que não permitirá a participação de entidades, personalidades e governos internacionais no processo.

Em comunicado, o Ministério de Defesa agradeceu os governos, entidades e pessoas de outros países que tenham algum interesse ou tenham recebido alguma solicitação de participar da operação.

O texto oficial, no entanto, ressalva que a participação do governo brasileiro está assegurada, assim como a do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e do grupo civil Colombianos e Colombianas pela Paz.

A presidente do Cebrapaz, Socorro Gomes, ressalta que “essa iniciativa das Farc de buscar um acordo político é da maior importância para a paz. É uma iniciativa humanitária para primeiro garantir a libertação dos detidos para então buscar o caminho para o diálogo para que o povo colombiano, de forma soberana, encontre o caminho da justiça, da democracia, da paz e do desenvolvimento”.

Ela ressalta que o movimento Mulheres do Mundo pela Paz está “buscando superar os obstáculos do governo, defendendo a construção da saída dialogada, política para que acabe a violência na Colômbia”.

Por sua vez, o governo colombiano alegou que “a seriedade com a qual se manejou este processo dever ser garantia para que a libertação dos 10 soldados e policiais não seja aproveitada como uma estratégia de promoção, propaganda política ou mediática”.

E disse reiterar “seu total compromisso com o desenvolvimento das atividades já acordadas no protocolo de libertações” e espera que os “presos cheguem logo a seus lares”.

Socorro e Rigoberta como garantias

A iniciativa de Santos foi tomada após ter-se tornado pública a informação de que a guatemalteca prêmio Nobel da Paz Rigoberta Menchú acompanharia o processo de libertação, como denunciou a ex-senadora Piedad Córdoba, líder do grupo da sociedade civil Colombianos e Colombianas pela Paz em sua conta no Twitter.

Menchú havia anunciado que participaria do processo como garantia. A ativista guatemalteca considerou uma honra intervir como parte do grupo de garantidores na libertação dos prisioneiros em poder das Farc. A presidente do Cebrapaz e titular do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes também foi convidada a participar como garantia, entre outras mulheres de relevância internacional.

Do Vermelho, com informações da Prensa Latina

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