Cebrapaz organiza debate da campanha Fora Bases Militares Estrangeiras durante a Cúpula dos Povos

Entre os dias 12 a 14 de abril, ocorreu a Cúpula dos Povos encontro paralelo a reunião de Chefes de Estado, que debateu a agenda dos movimentos sociais para a America Latina. O massivo encontro contou com um eixo especifico destinado a luta contra as bases militares estrangeiras e do repudio aos resquícios da política de segurança hemisférica impulsionada pelos EUA.

Sendo organizados em quatro mesas temáticas, as atividades da campanha realização um panorama geral da presença militar dos EUA na região, da luta contra as bases militares estrangeiras, da instrumentalização do discurso de combate as drogas e de defesa dos direitos humanos e da necessidade de todos os movimentos e forças políticas contribuírem para uma saída negociada para o conflito armado colombiano.

Em representação do Cebrapaz, Rubens Diniz, secretário geral da entidade, participou da mesa de abertura, discorrendo sobre as origens da política expansionista dos EUA, fundada nos postuladas da Doutrina Monroe e do Corolário Roosevelt.

Diniz analisou os mecanismos regionais criados no final da segunda guerra com o intuito de estabelecer o controle hegemônico dos EUA sobre a região. Entre estas estruturas esta a Organização dos Estados Americanos OEA, o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca – TIAR e a Junta Interamericana de Defesa, criados a partir da concepção de uma defesa hemisférica.

Para o representante do Cebrapaz a realização desta Cúpula das Américas no momento que se rememora os 30 anos da Guerra das Malvinas é uma ótima oportunidade para demonstrar os reais interesses dos EUA nos temas de segurança na região.

No momento em que os EUA optaram por dar apoio logístico a Grã-Bretanha negaram o sentido do TIAR, que se fundava na solidariedade dos países da região a agressões de forças extra-regionais. Diniz defendeu o fim da Escola das Américas, do TIAR e o não envolvimento dos países da America Latina na junta Interamericana de Defesa.

Rubens destacou ainda que os últimos quatro anos a política estadunidense para a América Latina manteve seu tom agressivo e beligerante. O apoio ao golpe de Estado em Honduras, a manutenção do funcionamento da Quarta Frota, a instalação de novas bases militares na Colômbia, a manutenção do bloqueio a Cuba e uma política de ingerência em países como Venezuela, Bolívia e Equador, demonstram que o imperialismo reage as mudanças que os povos tem realizado na região na busca de maior autonomia e soberania.

Obama, o Nobel da guerra, agora busca instrumentalizar o discurso da defesa dos direitos humanos para realizar agressões de caráter colonialista na África e no Oriente Médio, fala da luta contra as drogas na América Latina como forma de ampliar a presença militar estadunidense na região.

O dirigente do Cebrapaz, expressou que a luta contra as bases militares é também a luta contra o os resquícios do colonialismo, defendeu a soberania argentina sobre as Ilhas Malvinas, hoje utilizadas pelas forças da OTAN para militarizar as águas do Atlântico Sul. De igual modo demandou o fim da base militar de Guantánamo e da devolução daquele território ao povo cubano.

Para o brasileiro é de suma importância a constituição de uma nova arquitetura regional, como a CELAC, a UNASUL e em particular o seu Conselho de Defesa, já se foi a época em que os EUA impunham seus interesses na região. A uma nova realidade com a qual devemos trabalhar.

Finalizou sua intervenção defendendo a busca de uma saída política ao conflito armado na Colômbia e de que se possa conhecer a situação dos presos políticos existentes no país.

Da Redação do Cebrapaz 
Foto: Christian Escobar Mora / EFE

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