Comunicado do Conselho Mundial da Paz à imprensa sobre a situação na Síria

O Conselho Mundial da Paz (CMP) visitou a Síria entre os dias 21 e 25 de abril, com 15 organizações-membros, de respectivo número de países oriundos de todos os continentes, a convite da União Nacional dos Estudantes Sírios e em coordenação com o Conselho Nacional da Paz sírio. A missão averiguadora de solidariedade internacional realizou-se em cooperação com a Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD) e um total de 36 organizações de 23 diferentes países que dela participaram.

O CMP parabeniza os milhões de amantes da paz na Síria e expressa sua sincera solidariedade com as genuínas e pacíficas mobilizações sociais, e a justa demanda por mudanças econômicas, sociais e políticas no país, para que o povo sírio torne-se senhor de seu próprio destino. Essas genuínas aspirações não têm nada a ver com as ações nefastas de grupos da Síria e de mercenários estrangeiros que estão tentando usar indevidamente o sentimento religioso e os problemas sociais do povo, com o objetivo de servir aos interesses de forças imperialistas e de seus aliados regionais. Tendo se reunido com um número de organizações políticas, sociais e religiosas, estudantes universitários e sindicalistas, a delegação do CMP reafirma sua completa solidariedade com o povo sírio na determinação de defender seu país da agressão imperialista dos EUA, OTAN, União Europeia e seus aliados regionais como a Turquia e as monarquias do Golfo com seus instrumentos.

O processo em andamento de sanções impostas pelos EUA, União Europeia e a Liga Árabe sobre a Síria por tais forças, está objetivando desestabilizar o país adversamente, afetando a vida cotidiana e os meios de subsistência do povo. Isto reflete a típica duplicidade do imperialismo, que está auxiliando e sustentando grupos armados em algumas partes do país, criando uma situação de guerra civil na qual mais de 6.000 pessoas perderam suas vidas, incluindo mais de 2.000 soldados, 200 mulheres e 150 crianças. O CMP expressa seu pesar às famílias das vítimas.

O plano imperialista “Grande Oriente Médio”, com as contradições e antagonismos das forças imperialistas pelo controle dos recursos energéticos e esferas de influência, objetiva o estabelecimento de regimes amigáveis aos interesses do imperialismo, através de violentas mudanças de regimes, guerras e intervenções como a ocorrida recentemente na Líbia. No contexto da crise econômica capitalista global, o imperialismo, os monopólios e as corporações multinacionais estão tornando-se ainda mais agressivos na busca por lucros e pela transferência dos custos da crise para o povo trabalhador.

A delegação do CMP notou que o plano imperialista tem sofrido reveses no que diz respeito a uma intervenção militar direta conduzida pelos EUA e OTAN junto com seus aliados regionais, mas os repugnantes esforços para fomentar problemas internos e desestabilizar a paz tão necessária para a busca de condições normais de subsistência do povo sírio continuam. Nós saudamos as centenas de protestos de milhões de pessoas ao redor do mundo, mostrando-se contrárias a uma interferência imperialista na Síria e fazemos apelos para ficarem vigilantes, uma vez que o imperialismo e seus mecanismos ainda não abandonaram seus planos. Salientamos que o direito exclusivo e soberano de decidir sobre o future da Síria e de sua liderança é do povo sírio, de seus trabalhadores, camponeses, juventude e mulheres, e saudamos quaisquer esforços para se alcançar um diálogo nacional.

O CMP se opôs e lutou contra todas as recentes agressões imperialistas na Iugoslávia, Afeganistão, Iraque e Líbia, bem como às agressões criminosas de Israel contra a Palestina e o Líbano. Nós expressamos as aspirações de milhões de pessoas em todo o mundo pela oposição veemente à ameaça imperialista e agressões contra a Síria hoje ou ao Irã amanhã. Similarmente, expressamos nossa inequívoca oposição à ocupação israelense da Palestina e exigimos o reconhecimento de um Estado Palestino independente, dentro das fronteiras de 4 de julho de 1967 e com Jerusalém Oriental como sua capital. Exigimos a demolição do muro de separação na Cisjordânia, a remoção de todos os assentamentos e o direito ao retorno dos palestinos refugiados.

Nós ressaltamos de Damasco nossa firme exigência pela remoção de todas as forças de ocupação das Colinas de Golan na Síria e das fazendas de Shebaa no Líbano.

Igualmente expressamos nosso apoio e solidariedade aos povos do mundo que estão lutando por suas justas causas pela paz, contra as guerras imperialistas e exploração.

Secretariado do CMP
Damasco, 25 de Abril de 2012

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