Convenção de solidariedade a Cuba condena mídia golpista

Um concorrido debate teve lugar na tarde desta sexta-feira (25) sobre a campanha midiática internacional contra Cuba, durante a 20a. Convenção Nacional de Solidariedade, em Salvador –Bahia.

O jornalista José Reinaldo Carvalho, editor do Portal Vermelho, disse que a mídia ligada ao imperialismo e aos grandes grupos monopolistas sempre coadjuvou as agressões e o bloqueio contra Cuba. Ele recordou a criação da Rádio Martí em 1985 e da TV Martí, em 1990 como exemplo de instrumentos que o governo dos Estados Unidos criou para difamar a revolução, fazer propaganda contrarrevolucionária, distorcer e mentir.

Destacou que os meios de comunicação transmitem uma visão deformada sobre Cuba, como se ali reinasse o caos. Denunciou que a mídia transforma delinqüentes em heróis, financiando e concedendo prêmios internacionais a blogueiros, falsos jornalistas e organizações subversivas.

O editor do Vermelho disse ainda que o imperialismo estadunidense estendeu o bloqueio a Cuba à área da Internet, dificultando o acesso do país à banda larga.

Concluiu afirmando que é urgente contrapor-se à ofensiva midiática, ao terrorismo midiático, conclamando os presentes a compartilharem as resoluções da Brigada Mundial contra o Terrorismo Midiático realizada em novembro do ano passado em Cuba.

O jornalista Beto Almeida, diretor da Telesul no Brasil, denunciou que a mídia silencia sobre os êxitos da revolução cubana nas áreas de educação e saúde e sobre as ações de solidariedade que a Ilha desenvolve em diversos países. Ele lembrou o papel solidário de Cuba no Haiti. Sobre o papel da Telesul, disse que a emissora faz o jornalismo da integração e fez um apelo à 20ª. Convenção de Solidariedade a se somar aos esforços para que o governo brasileiro faça valer o convênio para assegurar a transmissão da programação da Telesul no Brasil.

Rosane Bertoti, coordenadora da Frente Nacional pela Democratização da Comunicação e diretora de imprensa da Central Única dos Trabalhadores (CUT), reafirmou o engajamento das duas entidades no movimento de solidariedade a Cuba e na luta contra o cerco midiático exercido contra o país.

O historiador Muniz Ferreira fez uma análise sobre a atual ordem informativa mundial, ressaltando como traços principais a monopolização, o entrelaçamento desses monopólios com os demais monopólios capitalistas, o conservadorismo, a constituição do pensamento único, o revisionismo histórico, o caráter desinformador da mídia e a cooptação de jornalistas.
Zuleide Faria de Mello, presidente da Associação Cultural José Martí do Rio de Janeiro, recorreu ao pensamento marxista para ressaltar como a mídia toma o lado dos poderosos e está engajada no projeto de destruir Cuba.

A sessão foi encerrada com a intervenção do conselheiro político da Embaixada de Cuba no Brasil, Rafael Hidalgo, que discorreu sobre o momento atual, que considerou como fundamental para o processo revolucionário cubano. Ele ressaltou que Cuba faz um esforço sereno, firme, com clareza, para consolidar um processo revolucionário, socialista que mostra que o socialismo pode ser eficaz e insuperavelmente democrático.

Hidalgo disse que desde 1959 a estratégia dos Estados Unidos é inalterada: destruir a revolução cubana, e que hoje o imperialismo norte-americano encontra-se empenhado em impedir que em Cuba se consolide uma alternativa de desenvolvimento socialista.

Da Redação do Vermelho, de Salvador Bahia

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