Convenção de solidariedade debate integração da AL

A necessária integração latino-americana e caribenha foi destaque nos debates da 20ª Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, realizada em Salvador, Bahia, entre a quinta-feira e o sábado (26).

A união da região foi abordada pelos embaixadores de Cuba e da Venezuela no Brasil, Carlos Zamora, e Maximilien Sánchez respectivamente, a vice-coordenadora do Grupo Parlamentar Brasil-Cuba, senadora Lídice da Mata, e a presidenta do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes.

Eles participaram da mesa redonda A integracón latino-americana e caribenha, a amizade entre esses povos e sua importância para o desenvolvimento econômico e o avanço da Revolução socialista em Cuba. O diplomata cubano ressaltou que a ideia da integração regional vem do pensamento latino-americanista de grandes lutadores pela independência, como o Libertador Simon Bolívar e o Herói Nacional cubano, José Martí, contra o panamericanismo dos Estados Unidos.

Esse pensamento, destacou, cristalizou-se na criação da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), em Caracas, Venezuela, em dezembro de 2011.

Segundo ele, o que se requer é desmontar de uma vez para sempre todos os mecanismos de dominação imperial que compõem hoje o sistema interamericano.

Por sua parte, Sánchez ressaltou que as novas concepções do que é a integração estão refletidas no convênio firmado entre a Venezuela e Cuba para a realização de programas conjuntos em benefício dos dois países.

Igualmente, con a destruição da Área de Livre Comércio das Américas, que Washington pretendia impor às nações latino-americanas e caribenhas e sua substituição pela Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América, com seus programas não só econômicos mas também sociais em favor dos estados membros.

Como exemplos, mencionou entre outros, os programas Operação Milagre, as campanhas de alfabetização e a formação profissional de jovens dessas nações, principalmente como médicos.

A senadora Lídice da Matta disse que o Brasil tem dado sua contribuição à integração econômica e ao fortalecimento das relações com Cuba.

Para ela, isso ajuda a quebrar o bloqueio dos Estados Unidos à Ilha, o que pode ser feito também pela solidariedade e a cooperação econômica que os países da região podem oferecer a Cuba.

“Essa solidariedade econômica e a força das mudanças no mundo, com o Brasil assumindo um destaque maior dá ao país a condição de reivindicar a ruptura do bloqueio e colocar-se ao lado de Cuba em intensificar cada dia mais a colaboração nesse terreno”, sublinhou.

Por sua parte, Socorro Gomes, asseverou que a integração da região deve ser mais que econômica, solidária, onde a cultura também participe na unidade de nossa região.

Socorro destacou que a Celac deu passos fundamentais, primeiro demonstrando que a Organização dos Estados Americanos não corresponde aos interesses latino-americanos e portanto tem que desaparecer.

Ela assinalou igualmente que a Cúpula das Américas fracassará se os Estados Unidos e Canadá persistirem na tentativa de impedir a participação de Cuba, porque os demais países exigem a presença da Ilha caribenha nesse concerto de nações.

Isso demonstra que os países desta região estão construindo a integração solidária e soberana e – sustentou – seguiremos avançando neste caminho.

Alejandro Gómez, de Salvador, Bahia, para a Prensa Latina

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