CMP debate a luta anti-imperialista nas Américas e aprova um plano de ação continental

Ocorreu em Moca, República Dominicana, entre os dias 9 e 13 de abril de 2013, a Reunião Continental do Conselho Mundial da Paz (CMP) e a V Conferência Continental pela Paz e Direitos Humanos. A Reunião aprovou uma resolução de fortalecimento do CMP nas Américas e na Conferência, estudantes lutaram o auditório da Universidade Tecnológica de Santiago, interagindo com apresentações temáticas sobre os temas sensíveis à paz e a solidariedade internacional. Ao final do evento, a presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes foi homenageada pela Câmara dos Deputados da República Dominicana por lutar pela paz mundial e em defesa dos direitos humanos.

A Reunião do Conselho Mundial da Paz de 2013

Anualmente, as organizações afiliadas ao Conselho Mundial da Paz (CMP), reúnem-se para avaliar a conjuntura internacional e debater os rumos da organização na esfera continental. Desde a última Reunião Continental do CMP, realizada em maio de 2012 em Caracas, e da Assembleia Mundial do CMP, ocorrida em julho do mesmo no Nepal, acordou-se que a próxima reunião seria realizada na República Dominicana neste ano de 2013. Hospedada pela União dos Jornalistas Dominicanos pela Paz (UDPP), ela ocorreu na cidade de Moca, onde foram disputadas importantes batalhas na Independência do país.

Estiveram presentes na reunião, organizações da Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Cuba, Haiti, Estados Unidos, Jamaica, México, Peru, República Dominicana e Venezuela. O Cebrapaz representou-se por uma delegação liderada por sua presidenta Socorro Gomes, que também preside o Conselho Mundial da Paz. Os outros integrantes da delegação foram o Secretário Geral, Thomas de Toledo, e o presidente do Cebrapaz/DF, Marcos Tenório.

As resoluções, além de tratarem das especificidades de cada sub-região, enfatizaram a necessidade de aprimorar os mecanismos de comunicação. Dentre as mais importantes, destaca-se a da promoção da campanha “América Latina de Paz: fora as bases militares estrangeiras”, denunciando a presença de tropas imperialistas dos Estados Unidos e da OTAN no Continente, assim como a 4ª frota da Marinha estadunidense.
Com relação à solidariedade internacionalista, foi ressaltado manter as ações aos povos palestino, sírio e iraniano. Regionalmente, discutiu-se reiterar os esforços pela soberania argentina sobre as Malvinas; apoio ao processo de paz na Colômbia, à Revolução bolivariana e à libertação dos 5 heróis cubanos presos nos Estados Unidos. Reforçou-se a necessidade de erguer as vozes contra uma guerra imperialista na península coreana.
O calendário de ações aprovados foi o seguinte:

– 24 a 26 de Mai/2013: Fórum Social pela Paz na Colômbia, Porto Alegre, Brasil;
– 13 a 17 de Nov/2013: Colóquio pela libertação dos 5 prisioneiros cubanos, Holguín, Cuba;
– 18 a 20 de Nov/2013: Seminário para a Abolição das Bases Militares, Guantánamo, Cuba;
– Fim de 2013: encontro sub-regional do CMP (América do Norte, Central e Caribe);
– Fim de 2013: conferência por uma zona de paz e cooperação no Atlântico Sul, Argentina;
– 27 a 31 de Out/2014: III Reunião Mundial de Solidariedade a Cuba;
– Fim de 2014: Colóquio Especial pelos 65 anos do MovPaz, Havana/Cuba;
– Participação nas cúpulas e reuniões dos movimentos sociais do Mercosul, Unasul e Alba.

Por fim, foi aprovado que a próxima reunião continental do CMP em 2014 será preferencialmente na Argentina, e como alternativa no Brasil.

Conferência Continental pela Paz e Direitos Humanos

Após debruçar sobre os desafios continentais do CMP, as organizações participaram de uma Conferência com os estudantes dominicanos sobre os desafios da luta pela paz e os direitos humanos. O evento foi aberto pelo presidente da UDPP, Juan Pablo Acosta, junto ao coordenador continental do CMP, Sílvio Platero e a presidenta do CMP, Socorro Gomes. Estiveram presentes deputados, senadores, governadores e autoridades civis e militares para prestigiarem a cerimônia de abertura. Ao encerrar, o prefeito da cidade ofereceu um jantar às delegações estrangeiras, no qual reconheceu a imensa importância da atividade.

No primeiro dia, houve conferências com os embaixadores das repúblicas de Cuba, Venezuela e Equador, apresentando um panorama das transformações que vêm se sucedendo nesses países. O expediente encerrou-se com uma apresentação sobre as Malvinas no contexto geoestratégico sul-americano e um debate sobre o processo de paz na Colômbia.

O segundo dia iniciou-se com um debate sobre o pensamento de Fidel Castro sobre o desarme nuclear, seguido de uma conferência sobre a luta pela defesa da soberania dominicana sobre seus recursos naturais. As outras discussões que se sucederam foram sobre o perigo dos armamentos nucleares para o mundo, a luta dos familiares das vítimas da ditadura no Chile e a proposta de criação de um Tribunal Ético Internacional.
No final, foi aprovada uma declaração que sintetizou o espírito anti-imperialista e de reafirmação da necessidade de se lutar em defesa da soberania e autodeterminação dos povos, em solidariedade àqueles agredidos.

Duas homenagens: Hugo Chavez e Socorro Gomes

Ao longo da Reunião Continental do Conselho Mundial da Paz e da Conferência Continental pela Paz e Direitos Humanos, o nome do comandante da Revolução Bolivariana na Venezuela, Hugo Chávez, foi por diversas vezes lembrado, em seu legado de luta pela paz, solidariedade e cooperação entre os povos. Dessa forma, o Conselho Mundial da Paz, homenageou-o nomeando a Conferência como Hugo Chávez.

Na cerimônia de encerramento, ocorreu um ato solene no qual a presidenta do CMP, Socorro Gomes, recebeu uma honraria da Câmara dos Deputados da República Dominicana, por sua luta pela paz e os direitos humanos. Entregue por uma deputada de Moca, na presença do governador provincial, Socorro dedicou esta homenagem a todos os lutadores da paz, destacando aqueles que são os decanos desta luta no continente, como o presidente do Conselho Estadunidense pela Paz, Alfred Marder de 91 anos, e a presidenta do MOPASOL da Argentina, Rina Bertaccini de 81 anos. Socorro lembrou o quanto é importante ressaltar que o imperialismo não é invencível e que somente a luta dos povos levará à vitória.

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