Paramilitares amedrontam a população na Colômbia

Em vários estados no sul e no norte da Colômbia, grupos paramilitares seguem intimidando e assassinando líderes populares e defensores de direitos humanos. Segundo uma nota divulgada pela agência Prensa Rural, nas últimas semanas houve assassinatos de ativistas em Meta, Sucre, Huila, Antioquia, norte de Santander e Nariño. Mais de 10 líderes foram mortos. 

               

Em Putumayo, vários médicos, educadores e dirigentes comunitários encontram-se ameaçados. Na última sexta-feira (11) o presidente do Conselho da cidade de Porto Assis, Luis Celis, foi encontrado morto.

No sábado (12), o Movimento de Vítimas de Crimes de Estado (Movice) denunciou a morte do advogado e ativista social Ricardo Rodríguez, assassinado por dois pistoleiros no estado de Meta.

Vários líderes comunais temem por suas vidas. Números divulgados recentemente pelo programa Somos Defensores, revelam que desde o início de 2013 já foram assassinados mais de 35 ativistas e defensores de direitos humanos, outros 86 se encontram ameaçados de morte, 21 têm sofrido atentados constantes e 153 têm sofrido com agressões individuais.

Na semana passada, os líderes camponeses Milciades Cano e Nancy Vargas, do movimento político e social Marcha Patriótica foram encontrados mortos em uma área rural do departamento de Huila.

Segundo informações da agência Rural, os paramilitares se reorganizaram para executar planos ofensivos de extermínio. Nesse município, de acordo com a fonte, “pululam os paramilitares na praça principal, com a complacência da polícia e os militares. O mesmo sucede em Mocoa e em Sibundoy”.

Um dos casos mais recentes aconteceu em Palmarito, no Norte de Santander, onde centenas de pessoas tiveram que fugir depois das ameaças dos paramilitares ligados ao narcotráfico. O corregimento de Palmarito é controlado pelos grupos Los Rastrojos
 e Urabeños, que praticam extorsão de maneira sistemática à população local. 

Números oficiais da Defensoria do Povo da Colômbia indicam que 416 pessoas (inclusive 178 menores) do departamento (estado) de Santander foram obrigadas a de deslocar por conta das ameaças de integrantes de grupos paramilitares.

Com informações do Portal Vermelho

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