Conselho Mundial da Paz divulga declaração sobre a presença da Otan na Palestina

O Conselho Mundial da Paz (CMP) expressa sua grave preocupação e reservas sobre a recente discussão relativa à possível presença das tropas da Otan (sob a liderança dos Estados Unidos) no futuro, na Palestina, para “garantir” e “monitorar” a implementação do “plano de paz” entre a Palestina e Israel.

As entrevistas do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Mahmoud Abbas, aos meios de comunicação israelenses e estadunidenses sobre este assunto levanta diversas questões para as forças amantes da paz e os povos em todo o mundo.

No ano em que a Otan completa 65 anos de crimes e agressões contra a humanidade e 15 anos após a sua agressão assassina contra os povos da Iugoslávia, assim como com a criação do seu protetorado na província sérvia de Kosovo; no ano em que a presença militar e a ocupação da Otan são mantidas no Afeganistão e no Iraque e novos crimes, mais recentes, têm sido cometidos contra os povos da Líbia e do Mali, consideramos que a Otan nunca serviu ou servirá a paz, no futuro, em qualquer região do mundo, especialmente no Oriente Médio, onde os planos imperialistas para um “Novo Oriente Médio”, adotados pelos EUA, pela Otan e por seus aliados são abertamente aplicados. A presença da Otan no Oriente Médio serviria apenas aos planos dos EUA e de seus aliados para garantir a sua influência e a dominação sobre a região.

O Conselho Mundial da Paz expressa o seu apoio e a sua solidariedade ao povo palestino, pelo fim da ocupação por Israel e pela criação de um Estado da Palestina independente, dentro das fronteiras de 1967, com Jerusalém Leste como a sua capital. A “solução de dois Estados” não pode e não será garantida pela Otan, que constitui o braço armado do imperialismo e respalda a ocupação israelense há décadas.

                                    

O CMP apoia os esforços do povo palestino e da sua liderança para reivindicar o reconhecimento legítimo como membro integral da Organização das Nações Unidas (ONU) e dos seus órgãos e não concorda, de forma alguma, com a substituição da ONU pela Otan.

O CMP reafirma suas posições pela remoção do “Muro de Separação” na Cisjordânia palestina, o fim do bloqueio a Gaza, o fim da ocupação sobre as Colinas de Golã sírias e das Fazendas Shebaa libanesas, assim como o desmantelamento das colônias israelenses em território palestino. O CMP exige a libertação de todos os prisioneiros palestinos dos cárceres israelenses e o direito dos refugiados palestinos de retornarem a seus lares, com base na Resolução 194 da ONU.

Um possível envolvimento direto da Otan na região apenas deterioraria as tensões e os conflitos existentes, criando ainda mais consequências negativas para os povos do Oriente Médio e da própria Palestina.

Otan, inimiga dos povos e da paz! Fora do Oriente Médio!

O secretariado do CMP,

6 de fevereiro de 2014.

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