Cebrapaz repudia ordem israelense contra flotilha de ajuda humanitária a Gaza

O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) repudia, com profunda indignação, a ação truculenta de Israel por novamente impedir o acesso de uma flotilha que carregava ajuda humanitária para a Faixa de Gaza. Rechaçamos veementemente o posicionamento cínico do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e do ministro da Defesa Moshe Ya’alon, que não só ordenaram o impedimento da flotilha, como também negaram a existência de uma grave crise humanitária no território palestino, sitiado desde 2007 e bombardeado ao menos três vezes desde então.

O relatório do Conselho de Direitos Humanos da ONU publicado em 22 de junho endossou as denúncias que diversas organizações palestinas, israelenses e internacionais já vinham fazendo sobre a devastação da Faixa de Gaza pela “operação Margem Protetora”, entre 8 de julho e 26 de agosto de 2014. A ofensiva israelense matou mais de 2.200 pessoas; cerca de 66% delas eram civis e mais de 500, crianças, segundo o documento. A sombra da impunidade israelense mais uma vez paira sobre as vítimas.

A juíza Mary McGowan Davis, chefe da Comissão de Inquérito da ONU, afirmou que “a extensão da devastação e o sofrimento humano em Gaza foram inéditos e impactarão as gerações futuras.” Foi pensando nisso que a flotilha, composta por três embarcações, partiu de diferentes portos europeus para encontrarem-se em Gaza, levando ajuda humanitária e pretendendo furar o criminoso bloqueio – uma verdadeira “punição coletiva”, como reconhecido pela ONU e outras instituições, imposta a mais de 1,8 milhão de palestinos. Duas das embarcações retornaram, mas o Marianne foi escoltado pela Guarda Costeira israelense ao porto de Ahsdod, impedida de aportar em Gaza. A bordo estavam o ex-presidente da Tunísia Moncef Marzouki e o parlamentar Basel Ghattas, palestino-israelense.

O Cebrapaz reitera seu firme apoio à luta do povo palestino pela libertação, pelo fim da ocupação israelense e do bloqueio imposto à Faixa de Gaza. Continuamos atentos à questão para reafirmar nosso contundente rechaço à impunidade em que se baseia o regime israelense de ocupação, despojo e massacre do povo palestino. Exigimos maior compromisso com a responsabilização da liderança israelense pelos crimes de guerra cotidianos no Estado ocupado da Palestina!

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