No Parlasul, Canese apela contra a parcialidade no Paraguai sobre o caso Curuguaty

No Parlamento do Mercosul (Parlasul), o parlamentar paraguaio pela Frente Guasu, Ricardo Canese, apresentou em 29 de fevereiro uma proposta de Declaração em que “o Parlasul manifesta sua preocupação pela parcialidade manifesta do Poder Judiciário no Paraguai e sua Promotoria no caso Curuguaty, pois este tipo de julgmanentos arbitrários e parciais atentam contra os direitos humanos e o Estado de Direito, princípios imprescindíveis para o processo de integração no Mercosul.”

Canese também propôs que o Parlasul manifeste “preocupação pela abera intervenção do Poder Executivo da Rpública do Paraguai no caso Curuguaty, ao ter designado como vice-ministro de Segurança Interna o antigo promotor do caso, Jalil Rachid, no mesmo momento em que estão declarando em julgamento oral os membros da Polícia Nacional, desde aquele instante à sua disposição e ordem.”

Assista o vídeo em que Canese explica o caso (em espanhol)

O parlamentar destaca que “os 14 camponeses processados – um, detido há mais de três anos e meio, e 12 em prisão domiciliar – são os únicos acusados no massacre de Curuguaty pelas mortes de seis policiais, mas não existe investigação alguma sobre os outros possíveis culpados, apesar das evidências de que os camponeses não contavam com as armas de grosso calibre que teriam ocasionado as seis mortes”. Canese considera “muito chamativo” que a Promotoria não investigue este fato. Uma vez que os camponeses não tinham tais armas, “por que [a promotoria] os segue processando, então?”, questiona.

A proposta de declaração apresentada ao Parlasul agrega que o mais grave é que não há “sequer um investigado ou imputado pelas mortes de 11 camponeses, assassinados e justiçados impunemente no mesmo dia em que [foram mortos] os seis policiais, em 15 de junho de 2012, assim como tampouco [houve investigação] sobre o assassinato do dirigente camponês Vidal Vega, meses após o massacre do qual foi testemunha chave, o que demonstra a parcialidade manifesta da Promotoria e do Poder Judiciário. Trata-se, evidentemente, de um julgamento político, inteiramente inconstitucional, e os camponeses presos são verdadeiros presos políticos”.

Fonte: Frente Guasu
Tradução: Cebrapaz 

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