Presidenta do Conselho Mundial da Paz rechaça as penas impostas pelo Marrocos a ativistas saráuis

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Reagindo à notícia das graves sentenças impostas pelas autoridades marroquinas a um grupo de ativistas saráuis, inclusive a prisão perpétua, a presidenta do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, emitiu neste domingo (23) uma nota de repúdio à perseguição dos ativistas e de apelo ao fim da ocupação do Saara Ocidental pelo Reino do Marrocos. O processo vinha sendo rechaçado por diversas entidades que denunciaram suas arbitrariedades e os maus-tratos que os prisioneiros sofrem. Leia a nota de Socorro Gomes:

Denunciamos o julgamento falsário dos prisioneiros saráuis; Saara Ocidental livre!
 
Recebemos como gravíssima a notícia da condenação dos ativistas saráuis do “grupo de Gdeim Izik” pelo Reino do Marrocos a penas severas que chegam até à prisão perpétua. Acompanhamos os movimentos solidários ao povo saráui na luta por sua libertação da ocupação marroquina ao condenar nos mais firmes termos e rechaçar contundentemente o processo instaurado contra os ativistas, que são perseguidos por defender a autodeterminação do Saara Ocidental!
 
O Conselho Mundial da Paz tem apoiado e manifestado sua solidariedade com os valentes combatentes pela libertação do Saara Ocidental, há mais de 40 anos ocupado pelo Reino do Marrocos desde que a Espanha, potência colonial e administradora, se retirou do território, ainda na década de 1970. 
 
Por isso, as penas impostas pelas autoridades marroquinas, primeiro através de uma corte militar e depois de uma civil, que anunciou sentenças semelhantes, é inaceitável e precisa ser rechaçada por todos os governos e movimentos sociais nos mais firmes termos!
 
De um acampamento de protesto pacífico organizado em 2010, com mais de 20 mil pessoas, assim como nas ruas do Saara Ocidental ocupado, de forma cotidiana, inúmeros defensores da liberdade e dos direitos humanos são arrastados para sofrer torturas e outros maus-tratos, como os denunciados pelos ativistas novamente condenados, num processo que diversos observadores internacionais denunciaram como irregular.
 
A descolonização do Saara Ocidental deve ser cumprida imediatamente, com a realização do referendo prometido ainda em 1991, para que o povo saráui possa exercer seu direito à autodeterminação. A sustentação de uma ocupação brutal de violações de direitos humanos cometidas diariamente precisa ser exposta! O Reino do Marrocos conta com a conivência e a cumplicidade de aliados como a França, a Espanha, os EUA e a Arábia Saudita, sem os quais não poderia seguir mantendo um povo inteiro sob humilhação, prisão, tortura, ou exilado. 
 
Exigimos a libertação dos prisioneiros políticos saráuis e a libertação do Saara Ocidental, já!
 
Socorro Gomes
Presidenta do Conselho Mundial da Paz
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