Coreias avançam no diálogo e devem usar bandeira única nos Jogos Olímpicos de Inverno

A República Popular Democrática da Coreia (RPDC, Norte) e a República da Coreia (Sul) decidiram que suas delegações esportivas vão desfilar juntas sob uma bandeira única na abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno que se realizarão em fevereiro na capital sul-coreana, Seul.

Arco da Reunificação, localizado em Pyongang, capital da Coreia Popular.

É mais um passo adiante resultante do diálogo entre as duas partes, que decidiram também formar uma equipe única de hóquei feminino no gelo. A Coreia Popular enviará uma delegação de 550 pessoas, incluindo 230 animadores de torcida, 140 artistas e 30 atletas de taekwondo para uma demonstração, além de uma delegação aos jogos paralímpicos.

O diálogo entre os dois paises resulta de uma proposta do presidente da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), Kim Jong Un, em sua mensagem de Ano Novo, em 1º de janeiro.

As reações no campo imperialista variam entre o constrangimento e a surpresa. Pasmada e balbuciante, a mídia dá contrafeita a notícia do avanço do diálogo, mas aproveita a ocasião para enxovalhar o governo da RPDC com as acusações de sempre.

O Japão, sempre provocador quando o tema é a Coreia, adverte que , apesar do início do diálogo , é necessário continuar pressionando e sancionando a RPDC. Os Estados Unidos convocaram para Vancouver (Canadá) uma reunião na última terça-feira (16), cujo fim era aumentar as pressões sobre a Coreia Popular. A China rechaçou a manobra.

Na verdade, o governo de Kim Jong Il deu um “nó tático” no imperialismo estadunidense e seus aliados, como se diz em linguagem esportiva. Demonstrou que sabe mover-se no complexo tabuleiro da geopolítica e da diplomacia.

De ambos os lados da Península Coreana, a população entoa os versos da canção folclórica “Arirang”, homenagem à pátria comum.

Fonte: Resistência