Entidades da paz divulgam Plano de Ação e Declaração Final da reunião das Américas na República Dominicana

Reunidos em Moca, na República Dominicana, delegados de entidades da paz do continente americano e membros do Conselho Mundial da Paz adotaram um plano de ação para o biênio de 2018-2020 e uma declaração final onde delinearam suas perspectivas sobre os desafios dos povos na resistência anti-imperialista, anti-colonial e anti-neoliberal. Consulte o texto e os compromissos de ação para o próximo período.

Acolhida pela União Dominicana de Jornalistas pela Paz (UDPP) e conduzida pela presidenta do Conselho Mundial da Paz Socorro Gomes e pelo coordenador da Região América do CMP, Silvio Platero, a reunião em terras dominicanas resultou em contundentes denúncias do imperialismo estadunidense e a sua promoção da militarização do planeta.

Sobre a América, os participantes denunciaram a persistência do colonialismo, as tentativas ou realizações de golpes de Estado, a perseguição violenta a lideranças sociais e políticas e a guinada reacionária regional, manifestando apoio ao povo venezuelano, argentino, brasileiro, colombiano, porto-riquenho, cubano e nicaraguense. Assim, repudiaram as ameaças de agressão militar contra a Venezuela, exigiram a libertação do presidente Lula no Brasil, denunciaram o assassinato e a prisão de lideranças sociais e ex-guerrilheiros na Colômbia, demandaram o fim do bloqueio a Cuba e respaldaram a luta pela descolonização do Porto Rico e pela soberania argentina sobre as Malvinas.

Destacando a importância do reforço das ações das forças democráticas e amantes da paz para deter a contra-ofensiva imperialista e conservadora na região, assim como da solidariedade a outros povos em luta em regiões igualmente ameaçadas, os delegados comprometeram-se com a participação e a promoção dos próximos eventos em que o CMP tem a iniciativa ou adere, com ênfase para as ações contra as bases militares estrangeiras.

Releia aqui o discurso da presidenta do CMP, Socorro Gomes, e o contributo do presidente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), Antônio Barreto, na reunião.

Consulte a Declaração Final e o Plano de Ação a seguir.