Nos 41 anos da Revolução Sandinista, Nicarágua segue resistindo ao imperialismo

Em 19 de julho de 1979, a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) saiu vitoriosa de uma larga luta contra a sangrenta ditadura Somoza, que controlara o país por mais de quatro décadas. Passadas mais quatro décadas desde o triunfo sandinista, tendo a FSLN passado à oposição e retornado ao Governo em 2006, os nicaraguenses seguem enfrentando a ingerência estadunidense e lutando por consolidar sua democracia e a paz defendendo a soberania nacional.

Augusto Sandino, o “General de Homens Livres”, liderou um bravo exército camponês entre 1927 e 1933, lutando contra a ocupação da Nicarágua pelos Estados Unidos. A FSLN, inspirada em outros movimentos de libertação nacional, nasce em 1961 deste legado potente de anti-imperialismo e patriotismo democrático para a afirmação da soberania da Nicarágua em prol da emancipação nacional e popular.

O imperialismo estadunidense assume o papel de maior inimigo da Nicarágua e das demais nações latino-americanas e caribenhas, atuando agressivamente em conluio com as oligarquias nacionais e regionais, como a família Somoza para o estabelecimento do seu regime sangrento, à semelhança da instalação de outras ditaduras brutais no continente. Os EUA também apoiaram os contras para tentar deter a Revolução Sandinista, cometendo assim crimes gravíssimos e atentados contra o direito internacional, como opinou em 1986 o Tribunal Internacional de Justiça, denunciando a ofensiva estadunidense.

O governo liderado pela FSLN de Daniel Ortega segue enfrentando acusações como as já conhecidas entre as táticas do imperialismo estadunidense em conluio com as elites reacionárias locais, que buscam desestabilizar o país para precipitar a chamada mudança de regime.

Enquanto os Estados Unidos se aventuram em ameaças gravíssimas contra a Venezuela Bolivariana, com a intenção de seguir cercando o governo do presidente Nicolás Maduro e impondo sofrimento inestimável ao povo venezuelano através de sanções criminosas, além da ação inadmissível de outros países com a entrega dos recursos, nomeadamente o ouro, do povo venezuelano ao governo golpista de Juan Guaidó, a Nicarágua também segue na mira do imperialismo.

As operações de desestabilização têm sido enfrentadas com valentia pelo governo nicaraguense, cuja liderança também é alvo de sanções dos Estados Unidos. Mais uma vez, o império se vale da ofensiva multifacetada para buscar derrubar um governo legitimamente eleito para fazer valer os seus desígnios.

Pela valentia da resistência e da defesa da democracia e a soberania nacional, pelo legado anti-imperialista que segue nos inspirando e pela luta contínua em defesa patriótica da Nicarágua, saudamos o povo nicaraguense pelo 41º aniversário da Revolução Sandinista e expressamos nossa irredutível solidariedade na continuidade dessa luta.

Viva a Nicarágua anti-imperialista e soberana!

Jamil Murad
Presidente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz)
Pela Direção do Cebrapaz