Em reunião realizada nesta quarta-feira (26), a Direção Nacional do Cebrapaz aprovou manifesto em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Intitulado “Reeleger Lula em defesa do Brasil, pela democracia, a soberania, a paz e o desenvolvimento”, o documento apresenta a posição da entidade diante das eleições gerais de 2026 e do cenário nacional e internacional.
No manifesto, o Cebrapaz destaca a necessidade de derrotar a extrema direita e preservar as conquistas democráticas, sociais e nacionais, vinculando a reeleição de Lula à defesa da soberania brasileira, dos direitos do povo, da paz, da integração latino-americana, do fortalecimento do Sul Global e da construção de uma ordem internacional mais justa e multipolar. Ao final, a entidade conclama à unidade das forças democráticas, progressistas e populares em torno da disputa eleitoral e da defesa de um projeto de Brasil soberano, democrático, solidário e comprometido com o desenvolvimento e a justiça social.
Confira, abaixo, o manifesto na íntegra:
O Brasil enfrenta uma escolha histórica. As eleições gerais decidirão se o país continuará avançando pela democracia, pela soberania e pela justiça social ou se voltará a ser submetido ao autoritarismo, ao ódio e à destruição de direitos. Por isso, manifestamos nosso apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A primeira e mais urgente tarefa das forças democráticas e populares é frear a ofensiva brutal da extrema direita. Não podemos subestimar os riscos representados por um projeto político que alimenta a violência, transforma adversários em inimigos, dissemina mentiras, ataca as instituições, procura naturalizar o autoritarismo na vida nacional e submeter o Brasil ao imperialismo.
Ameaça aos direitos do povo
A extrema direita ameaça os direitos sociais e trabalhistas, a educação e a saúde públicas, a ciência, a cultura, o meio ambiente e as políticas de combate à fome e à desigualdade. Seu projeto aprofunda a concentração de riqueza, estimula a intolerância, promove o racismo, a misoginia e a discriminação e busca subordinar o Brasil a interesses estrangeiros. Derrotá-la nas urnas é uma necessidade democrática e uma responsabilidade histórica.
Pela democracia autêntica
Defender a reeleição de Lula é, antes de tudo, defender a democracia. É reafirmar que a vontade popular deve ser respeitada; que a Constituição deve prevalecer; que não há espaço para golpes, aventuras autoritárias ou tutela militar sobre a política; e que as diferenças precisam ser enfrentadas por meio do diálogo, da participação social e do voto livre.
A democracia que defendemos não pode se limitar ao funcionamento formal das instituições. Ela precisa estar presente na vida concreta do povo. Deve assegurar comida na mesa, trabalho digno, salário justo, moradia, educação, saúde, cultura, segurança e igualdade de oportunidades. Não existe democracia plena onde milhões de pessoas permanecem submetidas à fome, à pobreza, ao desemprego e à exclusão.
Defesa da soberania nacional
A vitória de Lula também é uma garantia de proteção à soberania nacional, hoje ameaçada por pressões externas, interesses econômicos estrangeiros e setores internos dispostos a entregar nossas riquezas. O Brasil precisa decidir soberanamente seu próprio destino, sem aceitar interferências de governos, corporações ou potências estrangeiras.
Defender a soberania significa proteger a Amazônia, o petróleo, o pré-sal, os minerais estratégicos, as terras raras, a água, a biodiversidade, o patrimônio público e a capacidade científica e tecnológica do país. Significa fortalecer a Petrobras, os bancos públicos, as universidades, os institutos de pesquisa, o Sistema Único de Saúde e todas as estruturas essenciais para um projeto nacional de desenvolvimento.
O Brasil não pode retornar à condição de economia subordinada, limitada à exportação de matérias-primas e dependente de tecnologias produzidas no exterior. Precisamos de uma política de reindustrialização, transição energética justa, geração de empregos qualificados, valorização do trabalho e redução das desigualdades regionais. A soberania somente será efetiva quando estiver vinculada ao bem-estar do povo brasileiro.
Paz e desenvolvimento
A reeleição de Lula é igualmente importante para que o Brasil continue defendendo a paz e o desenvolvimento compartilhado no mundo. Em um cenário internacional marcado por guerras, tensões geopolíticas, corrida armamentista e aprofundamento das desigualdades, o país deve atuar em favor do diálogo, da diplomacia e da solução negociada dos conflitos.
O Brasil precisa rejeitar guerras de agressão, ocupações, bloqueios econômicos e intervenções estrangeiras. Deve defender o direito dos povos à autodeterminação e sustentar que nenhuma nação pode impor seus interesses pela força, pela chantagem econômica ou pela ameaça militar.
Sul Global e mundo multipolar
A liderança de Lula fortalece o Sul Global e contribui para a construção do mundo multipolar, em que nenhum país concentre o poder de decidir sozinho os destinos da humanidade e no qual os povos da América Latina, da África, da Ásia e do Caribe tenham voz efetiva nas decisões internacionais.
Defendemos o fortalecimento dos Brics, da integração latino-americana, da cooperação Sul-Sul e das relações solidárias entre países em desenvolvimento. Queremos um Brasil que dialogue com todas as nações, preserve sua autonomia e ajude a construir alternativas à dependência econômica, financeira, tecnológica e política.
É necessário democratizar profundamente as relações internacionais, reformular a ONU e resgatar seu papel de organização multilateral. Os países do Sul Global devem participar, em condições de igualdade, da formulação das regras que afetam toda a humanidade.
Cooperação internacional e luta anti-imperialista
A cooperação internacional deve estar a serviço do desenvolvimento, da erradicação da pobreza, da segurança alimentar, da saúde, da ciência, da proteção ambiental e do enfrentamento da crise climática. Não pode ser utilizada como instrumento de dominação, imposição de políticas econômicas ou apropriação dos recursos naturais dos países mais vulneráveis.
Nesse contexto, fortalecer a luta anti-imperialista é uma exigência do nosso tempo. Isso significa combater todas as formas de dominação política, econômica, militar, financeira, tecnológica e cultural. Significa rejeitar sanções unilaterais, bloqueios, ocupações e ingerências que violam a soberania dos povos e produzem sofrimento, fome e instabilidade.
A luta anti-imperialista está inseparavelmente ligada à defesa da paz, democracia, da soberania e dos direitos sociais. Não haverá um Brasil verdadeiramente livre enquanto nossas riquezas estiverem ameaçadas, nossas decisões sofrerem pressões estrangeiras e nosso desenvolvimento depender da vontade dos grandes centros de poder econômico mundial.
Apoiar Lula é defender um país capaz de produzir alimentos, conhecimento, energia, tecnologia e riqueza para melhorar a vida de sua população. É apoiar um projeto que coloque os trabalhadores, as mulheres, a juventude, a população negra, os povos indígenas, as comunidades tradicionais e todos os setores historicamente excluídos no centro das decisões nacionais.
Unidade das forças progressistas
Juntamo-nos às forças democráticas, progressistas, populares, sindicais, culturais, intelectuais e sociais em luta para construir uma ampla mobilização nacional. É hora de superar divergências secundárias, organizar a resistência ao autoritarismo e unir todos os que reconhecem a gravidade do momento histórico.
Com Lula, defendemos democracia, soberania, justiça social, paz, integração regional, multipolaridade e desenvolvimento compartilhado. Defendemos um Brasil independente, solidário e comprometido com a igualdade entre os povos.
Diante da ofensiva da extrema direita e das ameaças que pesam sobre o país, declaramos nosso apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sua vitória será uma vitória do povo brasileiro, da democracia, da soberania nacional, do Sul Global e da luta por uma ordem internacional mais justa, pacífica e verdadeiramente multipolar.
São Paulo, 26 de agosto de 2026
A Direção Nacional do Cebrapaz – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz
