Socorro faz périplo pelo mundo e afirma que este será “o século da luta pela paz”

A presidente do Cebrapaz, Socorro Gomes, que é também presidente do Conselho Mundial da Paz (CMP), fez um verdadeiro périplo por uma série de países articulando as ações e afinando as opiniões da luta pela paz e contra as guerras imperialistas. Nesta entrevista concedida ao Cebrapaz, Socorro apresenta um pouco do debate realizado durante as atividades do CMP pelo mundo.

Roteiro das viagens

No início de agosto Socorro representou o CMP e o Cebrapaz no aniversário de 60 anos do Movimento de Luta pela Paz de Cuba (Movpaz). O CMP foi convidado para dar sua chancela ao selo lançado pelo governo cubano por ocasião do aniversário. Além da solenidade, a presidente do CMP participou de eventos, debates e de uma mesa redonda na Telesul, atividades em que as principais questões discutidas foram a Quarta Frota e as Bases Militares dos Estados Unidos (EUA) em territórios estrangeiros. O bloqueio econômico a Cuba e a questão da prisão dos cinco patriotas também estiveram na pauta. Socorro ressalta que logo depois da Segunda Guerra Mundial, em 1949, Cuba, que ainda não tinha feito a revolução, já encaminhava dezenas de militantes com o compromisso de construir uma entidade mundial pela paz.

Depois de Cuba, o CMP esteve com o movimento pela paz chinês, em dez dias com muitas reuniões e debates e ouvindo o que o próprio governo chinês tem feito no sentido do desenvolvimento econômico e social, e na melhoria das condições de vida do povo daquele país.

Duas Coréias

A última parada foi na Coréia do Norte, visita realizada por ocasião do aniversário da independência do país. Socorro esteve com a associação de paz, em reuniões, debates, e foi até o limite das duas Coréias, onde há a divisão entre o país do norte e o país do sul, “onde o imperialismo fez guerra, através do império japonês, do colonialismo japonês, e depois por meio daquela guerra extremamente cruel dos próprios Estados Unidos contra a Coréia”, como lembra a presidente do CMP. Socorro avalia que a guerra gerou um povo dividido e que os EUA controlam a Coréia do Sul com armamento, com recursos, e “com as armas sempre voltadas contra a Coréia do Norte”.

Além de participar das atividades para as quais o CMP foi convidado em cada um dos países, Socorro aproveitou para convidar as entidades de luta pela paz, em cada lugar visitado, para participar da reunião do Conselho Executivo do CMP prevista para a segunda quinzena de outubro em Damasco (Síria).

Qual é a questão dos cinco patriotas cubanos, tão defendidos pelo Cebrapaz e pelas entidades de luta pela paz em todo o mundo?

Os cinco patriotas foram para os Estados Unidos para poder averiguar e fazer a denúncia de organizações terroristas que estavam preparando ataques a Cuba, e as informações que obtinham eram passadas ao governo dos Estados Unidos que, ao invés de prender os terroristas, prendeu quem denunciou. Há uma luta no mundo inteiro pela libertação dos cinco patriotas. O próprio secretário geral da ONU condenou essa prisão e pleiteou pela libertação.

A eleição de Obama muda alguma coisa na luta pela libertação dos 5 patriotas?

Olha, até agora não. Até agora nem nesta questão, nem na questão da devolução de Guantánamo, onde deveria encerrar a base militar, acabar a tortura, libertar os presos; nem na questão dos cinco patriotas; também não tem falado na questão da Quarta Frota; e assinou o acordo com mais bases militares na Colômbia, ameaçando toda a região. Obama ainda não demonstrou que tem um compromisso com a paz.

Nem em relação ao bloqueio?

Também não.

E a Coréia? Por que os Estados Unidos se preocupam com um país tão pequeno e distante de seu território?

É a intolerância, é a questão do poder hegemônico do imperialismo estadunidense e a não aceitação de qualquer país que não queira seguir subordinado ao imperialismo estadunidense, que queira construir o seu destino de forma independente, como o povo coreano tem feito. Então fomos lá levar a solidariedade e o apoio à luta do povo coreano pela reunificação das duas Coréias.

Vivemos uma crise mundial. As crises em nossa história tiveram como resposta ofensivas bélicas, com guerras, conflitos importantes, fruto das dificuldades crônicas do capitalismo expressadas pelas crises econômicas. Qual a importância da luta pela paz neste contexto? Qual a importância desse périplo pelo mundo que o CMP fez e desta reunião em Damasco marcada para outubro?

Para nós é ponto central das nossas atenções, lutas e campanhas, a questão da abolição das armas nucleares e de destruição em massa. Há um Tratado de não proliferação das armas nucleares. Nós defendemos o desarmamento, a erradicação dessas armas. E esta destruição dos armamentos nucleares tem que começar pelas grandes potências, porque hoje há um clube seleto mortífero e dominante no mundo. Então este clube, que é capitaneado pelos Estados Unidos, junto com outros países, dentre os quais Israel, impede qualquer país em desenvolvimento, ou qualquer pais independente desta política dos Estados Unidos, das grandes potências, de desenvolverem a tecnologia nuclear ainda que seja com objetivos civis, pacíficos.

Como a Coréia do Norte, que inclusive falou em construir bomba atômica…

Exatamente. Inclusive aqui no Brasil eles já vieram também, em vários momentos, para tentar obrigar nosso país a assinar o protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação (TNP). Acho que é uma grande hipocrisia condenar o Irã, a Coréia, seja qualquer outro país, porque está desenvolvendo a tecnologia nuclear. Entretanto, as grandes potências não destroem os grandes arsenais que têm, os quais possuem capacidade para destruir a terra centenas de vezes.

Além da luta pela destruição das armas de destruição em massa, quais são os outros esforços do Cebrapaz e do CMP?

A outra grande questão é a luta pela retirada das tropas que invadiram países e que estão em países como o Afeganistão, o Iraque e outros. Eles têm o objetivo de destruir a estrutura daquele país, impossibilitar a resistência do povo – e essa resistência, essa luta pela soberania, pela defesa do seu país, do seu território e das suas vidas, está garantida em toda a Carta da Organização das Nações Unidas (ONU). A ONU surge em cima de um princípio, o de que todas as nações são iguais e todos os povos têm direito à autodeterminação, a escolher o seu destino. A ONU surge justamente para erradicar as guerras do convívio dos povos e nações, para substituir as hostilidades, ter o diálogo para resolver qualquer diferença entre países, adotando o princípio da autodeterminação. O que ocorre é que as grandes potências, mais uma vez os Estados Unidos, jogaram papel de vanguarda na questão de, primeiro, dizer que as soberanias são relativas, que não existe soberania plena para os países, com exceção deles, os Estados Unidos. Eles têm a soberania plena e se outorgam, se garantem o direito, que não está em lugar nenhum, como se fosse dado por deus ou pelo diabo, de dizer qual país vai ter soberania, qual país deve ser invadido, de qual país que eles não gostam, para colocar em uma lista do “eixo do mal”. Iniciaram uma lista com 60 países. Enfim, o que ocorre hoje é que a humanidade está ameaçada. Então nossa luta é contra as guerras e pela retirada dessas tropas, bem como das bases militares, que hoje são mais de 800 no mundo, em mais de uma centena de países, bases militares dos Estados Unidos e do seu braço armado que é a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Por que eles têm tantas bases? Por que têm  centenas de milhares de soldados, por que têm hoje uma maquinaria bélica extremamente letal, com armas atômicas, ameaçando os países? E quais países são esses? São alguns critérios que os Estados Unidos usam para colocar essas bases: um, controlar todos os mares e oceanos, o fluxo de mercadorias, de riquezas. Dois, controlar as fontes de recursos naturais: água e fontes energéticas. Três, controlar geopoliticamente algumas regiões: Oriente Médio, a África, o Cáucaso e agora a nossa região.

O Brasil já é o país com maior território amazônico e a Amazônia é a floresta mais rica em biodiversidade do mundo. O país possui também variadas possibilidades de fontes energéticas renováveis e ainda agora descobre o pré-sal. Além disso, o Brasil está dentro do “continente rebelde”, da América Latina, que tem hoje governos mais progressistas, insurgentes em relação à política estadunidense. Isso deve ser um alerta a mais para a nossa região?

A luta dos povos latinoamericanos e caribenhos não é de agora. Nossos povos sempre trabalharam muito pela independência e os Estados Unidos, desde o final do século 19 surge como uma potência agressiva na nossa região. Depois da Primeira Guerra e especialmente da Segunda Guerra mundial, este país surge como uma potência militar no mundo. Mas na nossa região ele já tinha testado essa sua concepção, esse “destino manifesto” que eles acham que têm, de dominar e tratar toda a nossa região, todo o nosso continente, como os povos latinoamericanos denunciam: “el páteo trasero”, o seu “quintal”. O que ocorre é que a América Latina, desde o final do século passado, sofreu muito: primeiro, na segunda metade do século passado, com as ditaduras sangrentas, facínoras, que foram instaladas em toda a nossa região; ditaduras militares que utilizavam o terrorismo para ameaçar, intimidar e assassinar os patriotas da nossa região. Todas essas ditaduras têm as digitais dos Estados Unidos, quando não têm as mãos inteiras. Eles planejam, apóiam e muitas vezes eles próprios executam a destruição do Estado de Direito. O século passado foi uma tragédia para os nossos povos. E aí foi toda uma luta para garantir a defenestração destas forças ditatoriais, para buscar a reconstrução de uma frágil democracia. Em seguida novamente os Estados Unidos buscam dominar a nossa região, agora com chantagens, ameaças, mas especialmente de forma econômica, com a ALCA, que foi derrotada. Como ela foi derrotada pela força dos povos e governos que estavam surgindo, eles entram com alguns acordos, os Tratados de Livre Comércio (TLCs): Colômbia, Chile, Peru,  México. Mas, enfim, começaram a surgir governos comprometidos com o progresso, com a democracia e com a soberania. É uma grande vitória contra essa política de dominação dos Estados Unidos. Então surgem governos progressistas que  além de buscar se apartar desta política de subordinação aos Estados Unidos, criam fóruns de integração, tendo por princípio a máxima “unidos somos fortes”. E os Estados Unidos toda hora querem dividir a América, por isso usam a Colômbia, assim como usam Israel no Oriente Médio. Porque são governos que não são soberanos. A Colômbia é um governo títere dos Estados Unidos.

De que forma os Estados Unidos fazem do governo colombiano um “títere”?

A Colômbia é a testa de ferro dos Estados Unidos, um país onde o terrorismo é alimentado pelo imperialismo norte-americano, porque o governo colombiano utiliza terrorismo, utiliza de assassinato de jovens pobres, para dizer que são guerrilheiros, enquanto quase um terço do congresso colombiano está preso por crimes de tráfico e assassinatos, paramilitarismo. E tudo isso é alimentado pelos Estados Unidos. Quando intelectuais do mundo inteiro dizem que querem uma saída dialogada para o conflito na Colômbia, que é um conflito social, um conflito político e militar, o Uribe diz que não. Porque para ele, quanto mais conflito armado, mais vem dinheiro, quanto mais assassinam jovens da periferia e dizem que são guerrilheiros, mais dinheiro eles ganham dos Estados Unidos, que alimentam a situação. O resto da América Latina quer viver em paz. E o povo colombiano também quer paz.

E é um país em guerra civil.

Sim, em guerra civil E chega ao ponto do embaixador americano anunciar na Colômbia os acordos de instalação das bases militares. Quem primeiro anunciou foram os Estados Unidos, dentro de território colombiano. Aliás, o povo colombiano tem toda a nossa solidariedade. Então, agora, com a Unasul, a Alba, o Mercosul, a Petrocaribe, com o Banco do Sul, a Telesul, com o Conselho de Defesa das Nações do Sul, com a OEA tendo posições mais independentes, pois sempre foi instrumento dos Estados Unidos, com tudo isso, o imperialismo vem para a ofensiva. Tem o golpe no Zelaya em Honduras, a Quarta Frota armada até os dentes, com porta-aviões, capacidade de trazer centenas de aviões, com armas nucleares, e com a possibilidade de entrar até nos rios. Em relação à Quarta Frota, no começo tentaram nos enganar, com mentiras, como sempre. Porque sempre o imperialismo faz isso. Quando foram invadir o Iraque, eles usaram a mentira, disseram que havia armas de destruição em massa, que o Saddam Hussein era ligado à Al-Qaeda. Depois eles mesmos disseram que era mentira, mas já tinham destruído o país, assassinado um presidente legitimamente constituído, destruído toda a infra-estrutura de uma civilização antiqüíssima, e assaltado o petróleo do Iraque

Por isso que o Cebrapaz logo denunciou a Quarta Frota?

Por isso que nós fomos os primeiros a denunciar a Quarta Frota. Porque ninguém acredita que os Estados Unidos vêm aqui, armados até os dentes, com bombas, armamento nuclear, com navios, com submarinos… para trazer ajuda humanitária! Se fosse ajuda humanitária, teriam consultado, e vieram na calada da noite, sem consultar ninguém. Essa Quarta Frota e essas bases na Colômbia são uma ameaça concreta à soberania da nossa região. É uma demonstração da hostilidade do imperialismo estadunidense. Porque a Amazônia, toda a Amazônia, e não só a brasileira, embora sejamos a maior parte, é o maior banco genético do planeta Terra. Nós temos a maior concentração de água doce. Além do aquífero Guarani na região limítrofe de Brasil, Paraguai e Argentina, nós temos uma imensidão de água na Amazônia toda, em toda essa região. A Venezuela tem petróleo, tem jazidas em produção, gigantescas.  O  Brasil descobre o pré-sal, aí tem o gás da Bolívia, tem o Equador… então, eles querem o quê? O objetivo de tudo isso é o controle das fontes de energia, da água e da biodiversidade. E frear os movimentos dos países, dos povos que estão buscando se assenhorear daquilo que de fato é seu.

Então a luta pela paz do CMP tem um caráter antiimperialista…?

Não existe paz enquanto o imperialismo estiver ameaçando a humanidade com armas. E não existe paz na nossa região enquanto houver ingerência estadunidense. Isso tem mais de um século, e estamos lutando. De fato o Simon Bolívar estava prevendo quando dizia que os Estados Unidos estão destinados a espalhar a guerra, a miséria, a fome e o terrorismo em nome da democracia, em toda a nossa região. Evidente que os nossos povos tomaram consciência disso, e nós queremos percorrer um caminho de paz. Nossa região é uma região de paz. O próprio Brasil teve contenciosos recentes com o Paraguai, com a Bolívia, e todos nós resolvemos sentando-nos na mesa e dialogando com base no princípio de respeito aos países irmãos e de buscar um critério de justiça na partilha das riquezas.

Há dois tipos de movimentações diferentes no combate ao unipolarismo: um de âmbito mais institucional, governamental, que é a criação do G-20, e outro no âmbito dos movimentos sociais, que é o Fórum Social Mundial. Qual o papel que estes dois instrumentos jogam nesta luta pela paz?

O Fórum Social Mundial reúne movimentos do mundo inteiro com o lema “um outro mundo é possível”. Ou seja, não queremos mais este mundo. Este mundo de guerra, de falta de liberdade, de falta de democracia, de pobreza, de fome, onde o sagrado é o mercado e o lucro. Queremos um outro mundo. Nas últimas três edições do Fórum Social Mundial o que unificou as opiniões foi a luta contra a guerra, pela paz e contra o neoliberalismo. O G-20 espelha uma nova realidade no mundo, em que as grandes potências imperialistas não podem decidir sozinhas e os países emergentes jogam um novo papel. Mas é um âmbito limitado e condicionado. Eu creio que o que faz a diferença neste momento são os movimentos políticos e sociais, as lutas dos povos.

Uma última questão: com a crise econômica, ficou evidente uma instabilidade do próprio sistema, que no último período priorizou a especulação financeira em detrimento da própria produção. Em lógica inversa, quando se quer fazer referência a um acelerado processo de crescimento, utiliza-se a expressão “crescimento em escala chinesa”, pelo tanto que o país se desenvolve. E a China representa um contraponto, quase direto, aos Estados Unidos, além de ser um grande credor desse país. Qual é a possibilidade disso gerar um tensionamento bélico, um nível de agressividade grande entre os países? E qual é o papel que a China joga hoje na luta pela paz?

A China é uma potência emergente. Nos piores momentos de crise a China já emerge com um crescimento de 8%, 9%. Ao mesmo tempo, o país busca também uma harmonia nas relações sociais, ou seja, que esta riqueza seja distribuída em benefícios sociais. Por outro lado, a hegemonia dos Estados Unidos vem sendo corroída, o país sofreu uma derrota, do ponto de vista econômico, que é a grande crise, uma crise que surge no coração deste país e que se esparrama pelo mundo, principalmente aqueles que tinham Tratados de Livre Comércio assinados com os Estados Unidos. O Brasil, por exemplo, que não tem TLC assinado, já tem avançado na saída da crise, e outros países. Então a hegemonia dos Estados Unidos vai se  corroendo   de maneira intensa. Desgastando-se economica   e diplomaticamente  sofrendo derrotas  como  a eliminação da regra “pétrea” de exclusão de Cuba do convívio neste forum, a condenação da Colômbia quando  da invasão do território Equatoriano. O imperialismo Estadunidense estava politicamente,  até antes da eleição de  Barak    Obama,  num crescente  isolamento. Apesar de terem a maior força bélica da terra,    do ponto de vista ideológico sofreram uma derrota, pois eles o que  apregoaram sobre o papel dos Estados nacionais que não tinham significância nenhuma  e eram prejudiciais para a economia ,diziam os governos não tinham importância nenhuma, que o próprio mercado se auto-regulava. Ficou demonstrado o total fracasso destas teorias, na prática. Foi uma derrota grande. Isso ruiu, caiu por terra. Ao mesmo tempo, do ponto de vista político, os Estados Unidos têm sofrido derrotas. Os povos aqui da nossa região são a prova disso. Os povos dizem: nós não queremos que os Estados Unidos se metam na nossa vida. Deixem-nos em paz! Só queremos isso, deixem-nos em paz! Não queremos conflito com ninguém, mas queremos construir o nosso caminho. Isso é uma derrota para os objetivos do imperialismo estadunidense. Porque eles queriam esses mais de 500 milhões de pessoas do continente aqui como mercado, queriam toda essa riqueza sob o controle direto deles. E queriam governos fantoches, como muitas vezes tiveram. Então, em época de crise, quando os lucros caem, quando empresas ditas quase eternas por eles e tantos bancos entram em processo de falência, a saída que o capitalismo sempre encontrou para essas crises foi mais exploração dos trabalhadores, atacar conquistas, seja direito a férias, a salário, a greve, além de criminalizar o movimento dos trabalhadores, para que eles não tenham voz, e aí aumentar a exploração, vira uma superexploração, abocanham as riquezas e os mercados dos países em desenvolvimento ou dos países que não têm um poder grande em relação ao império. Então o perigo das guerras é um perigo real.  nós podemos esconjurar as guerras, com grandes movimentos pela paz e movimentos antiimperialistas. Com a consciência, com a união dos povos, dos trabalhadores e dos países que querem paz, que é a maioria deles. Quanto à luta pela paz na China, lá tem organizações fortes que lutam pela paz e pelo desarmamento.Aliás as Olímpiads realizadas na China , em 2008 , um evento belíssimo , a referência foi a construção de um mundo de paz.

 

Mais alguma questão?

Eu creio que este século é o século que os povos já iniciam repudiando a guerra: a guerra do Afeganistão e do Iraque. E foram milhões no mundo inteiro, então é um grau de consciência elevado. Este vai ser o século, no nosso entendimento, da luta pela paz, da derrota das guerras. Estamos lutando para isso.

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