CMP participa de conferência trilateral de países norteamericanos pela paz

A Segunda Conferência Trilateral dos países que integram o Tratado de Livre Comércio com a América do Norte (Nafta) e a Asociação para a Segurança e a Prosperidade (SSP) ocorreu entre 2 e 4 de outubro em Toronto (Canadá) e é continuidade da conferência ocorrida em Puebla (México), em 2004, onde os países decidiram se reunir a cada quatro anos para trocar experiências sobre formas de lutas pela paz na região, com planos de ações concretas que ajudem os povos a enfrentar a exploração imperialista.

A Conferência Trilateral foi realizada na sala da Associação de ucranianos canadenses. Compareceram as delegações do Congresso Canadense pela Paz, do Conselho pela Paz dos Estados Unidos e do Movimiento Mexicano pela Paz e o Desenvolvimento (Mompade). Como convidados, participaram também uma delegação do Conselho pela Paz e Justiça – organização dos Estados Unidos que é membro do Conselho Mundial da Paz (CMP) -, a companheira Maria do Socorro Gomes, presidente do CMP e do Centro Brasileiro de Luta pela Paz (Cebrapaz), assim como a delegação do Movpaz de Cuba, integrada pelo seu presidente José Ramón Rodríguez Varona, na qualidade de coordenador regional do CMP.

Clique aqui para ver a íntegra do discurso de Socorro Gomes

Entre as atividades da programação se incluíram uma análise global da situação dos três países, entitulado "Realidade atual, desafios dos Movimentos pela Paz de Canadá, Estados Unidos e México" além de vários grupos de debate, entre eles o que tratou de "Integração econômica imperialista na América do Norte e a Soberania: tendências atuais, desafios e alternativas", o debate "As guerras imperialistas e os movimentos anti guerra", o painel "A crise econômica atual, o multilateralismo, as alianças militares no mundo e no contexto da América do Norte", o painel "Desarmamento nuclear, comércio de armas, princípios, práticas e perspectivas"; além de uma atividade cultural dedicada ao 60° aniversário da fundação do Conselho Mundial da Paz, assim como a discussão e aprovação da Declaração Final da conferência, que incluiu um painel sobre "As lutas dos movimentos antiimperialistas e propostas de ação".

"A paz é o caminho, não existe outra alternativa à sobrevivência humana" 
Se expressaram posições muito consequentes com as questões dos trabalhadores, imigrantes, indígenas, com as causas dos refugiados de guerra, contra a proliferação de todo tipo de armamentos – e não somente os nucleares -, dando consequência aos resultados da 62ª conferência das ONGs reunidas na Cidade do México em setembro, onde o Mompade teve destacada participação, tanto nos preparativos como em seu desenvolvimento. Destacaram-se a condenação à presença de bases militares estrangeiras e à presença da Quarta Frota na América do Sul; a condenação ao golpe de Estado em Honduras; a solidaridade expressa com o povo irmão palestino, que sofre a ocupação israelense, assim como os povos do Afganistão e Iraque, que sofrem a ocupação de forças dos Estados Unidos e outros países aliados em nome da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Podemos dizer que as conclusões obtidas nos debates é que este tipo de integração existente entre os três países de América do Norte não tem resultado em bem-estar dos povos e apenas tem enriquecido os mais ricos e empobrecido uma grande quantidade de pessoas, sobretudo no México, que é o país que mais sofre com esta integração.

A Conferência Trilateral dos países que integram o Nafta tem sido uma boa contribuição à consecução dos acordos da Assembléia Mundial efetuada em Caracas em abril de 2008. Observa-se ainda uma grande preocupação dos delegados presentes ante a crise atual, os efeitos que tem sobre os trabalhadores, imigrantes, indígenas, jovens, idosos e crianças, setores mais vulneráveis de suas sociedades, que padecem e sofrem, pois caem sobre si todos os males que acarretam as crises econômicas, do meio ambiente, de falta de valores humanos, que lamentavelmente vivemos hoje em uma grande parte dos países do mundo.

A luta pela paz deve ser nossa batalha diária, devemos ampliar nossos horizontes, trabalhar com os jovens de todos os setores, incluindo os militares, devemos mudar de acordo com as mudanças do mundo e nos ajustarmos às condições de cada dia. A paz é o caminho, não existe outra alternativa à sobrevivência humana.

Fonte: Síntesis (Boletim do Movpaz cubano) 

Tradução livre: Luana Bonone

Fonte: http://www.vermelho.org

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