CMP: “As Malvinas são parte indivisível da Argentina”

O Conselho Mundial da Paz (CMP), presidido pela brasileira Socorro Gomes, lançou uma declaração sobre as Malvinas na qual presta solidariedade à Argentina e repudia a ofensiva imperialista inglesa na região. “O envio de barcos e plataformas de exploração de petróleo para saquear os recursos naturais existentes nas águas ao redor das Malvinas é um desrespeito às resoluções das Nações Unidas e ao direito internacional”, denuncia o documento.

Segundo o CMP, “o colonialismo e as bases militares em terras estrangeiras são duas faces de uma mesma moeda, o imperialismo. Se opor a eles é lutar em defesa da paz!”. Daí a conclamação final do documento: “Reafirmamos a defesa da América do Sul como uma zona de paz e cooperação, livre de bases militares estrangeiras e do colonialismo. As Malvinas são parte indivisível da Argentina!”.

Leia abaixo a íntegra da nota.

Declaração do Conselho Mundial da Paz sobre as Malvinas

O Conselho Mundial da Paz vem a público manifestar o seu repúdio à atitude colonialista e belicista realizada pela Inglaterra nas últimas semanas frente à Argentina e seu território inseparável, as ilhas Malvinas.

Desde 1960, as Nações Unidas, através resolução 1514 faz o chamado a descolonização do mundo. No caso das Malvinas, em particular, a resolução determina que Inglaterra e Argentina negociem o fim da ocupação colonial e que as ações em torno ao arquipélago sejam tomadas de forma conjunta, nunca unilateralmente.

O envio de barcos e plataformas de exploração de petróleo para saquear os recursos naturais existentes nas águas ao redor das Malvinas é um desrespeito às resoluções das Nações Unidas e ao direito internacional. Tal fato, remonta à época em que navios corsários navegavam por estas águas saqueando riquezas a serviço da coroa britânica.

A questão das Malvinas torna visível um dos flagelos que ainda se mantêm no mundo, os resquícios coloniais. Na atualidade, as grandes potências fazem dos territórios que mantêm sob o julgo colonial grandes bases militares que dão suporte ao seu poder saqueador ao redor do mundo. Torna-se necessário e imperativo colocar este tema novamente em debate.

As ilhas Malvinas, em conjunto os demais arquipélagos de Georgia do Sul, Sandwich do Sul, Santa Helena, Tristão da Cunha e Ascensão, todos ocupados pela Inglaterra, formam um cinturão a serviço da Otan, que cerca e monitora as águas do Atlântico Sul. Somente nas Ilhas Malvinas existem aproximadamente 2 mil homens da Otan, um número espantoso, pois os Kelpers, população que vive na ilha, são aproximadamente 2.500 pessoas.

O colonialismo e as bases militares em terras estrangeiras são duas faces de uma mesma moeda, o imperialismo. Se opor a eles é lutar em defesa da paz!

Chamamos todas as forças progressistas ao redor do mundo a expressarem seu repudio ao jugo colonialista britânico. Como recentemente expressou o Grupo do Rio e a recém- criada Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e os 32 países que a compõem, “as Malvinas são parte indivisível do território argentino e seu direito deve ser respeitado”.

Recordamos que estamos ao final do Segundo Decênio Mundial (2000/2010), determinado pelas Nações Unidas como um tempo de eliminação do colonialismo (resolução 55/146). Demandamos aos Estados membros o cumprimento de tal resolução o intuito de livrar-nos do flagelo do colonialismo.

Reafirmamos a defesa da América do Sul como uma zona de paz e cooperação, livre de bases militares estrangeiras e do colonialismo.

As Malvinas são parte indivisível da Argentina!

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