Campanha pressiona governo dos EUA a libertar os 5 Cubanos

Neste sábado (5), será dia de reforçar a luta pela liberdade de Fernando González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e René González, os “cinco cubanos” detidos nos Estados Unidos desde 1998 por tentar alertar Cuba sobre atos terroristas planejados em Miami. A ação, convocada pelo Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco Cubanos, faz parte da Campanha “Levantemos nossas vozes pelos cinco cubanos no dia 5 de cada mês”.

A ideia é que, em todo dia 5, pessoas de várias partes do mundo pressionem o Governo estadunidense a libertar os cubanos detidos no país norte-americano. “Exijamos ao Presidente Obama que, fazendo uso das faculdades que a Constituição dos EUA lhe confere, como advogado, como pai, como filho, como esposo, como pessoa decente, como amante da justiça, como Prêmio Nobel da Paz, ponha fim a esta colossal injustiça e que libere os cinco agora”, convoca.

As demandas devem ser dirigidas ao presidente Barack Obama através de telefone (+1 202.456.1111), fax (+1 202.456.2461), correio eletrônico (www.whitehouse.gov/contact) ou telegrama (Presidente Barack Obama. The White House, 1600. Pennsylvania Ave, NW, Washington, DC 205000, EUA). Como amanhã é sábado, o Comitê pede às pessoas que deixem mensagem na secretária eletrônica. Quem preferir pode também ligar somente na segunda-feira (7), entre 9h e 17h (horário local).

Fernando González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e René González foram detidos em Miami em 1998 acusados de espionar e violar as leis do país norte-americano. Em 2001, os cinco foram declarados culpados por atuar como agentes não-oficiais de inteligência cubana e cargos afins. As sentenças vão de 15 anos até prisão perpétua. O objetivo deles no país norte-americano era alertar Cuba sobre ações terroristas planejadas por grupos cubanos exilados em Miami.

Durante esses quase 13 anos em que estão presos, diversas organizações e pessoas públicas – como dez ganhadores do Prêmio Nobel – já denunciaram a falta de imparcialidade no julgamento e solicitaram do presidente estadunidense a liberdade dos cinco cubanos.

Em outubro do ano passado, a Anistia Internacional enviou ao Governo dos Estados Unidos um relatório em que demonstra preocupação diante do julgamento dos cubanos. Em declaração pública, o organismo internacional “considerava que existiam dúvidas sobre a justiça e imparcialidade do juízo, que não foi resolvido na apelação”.

Anistia ainda destacou que, no caso de Gerardo Hernández, a declaração de culpabilidade de delito de conspiração para assassinar foi baseada em provas cuja segurança é questionável. Além disso, lembrou que a prisão preventiva dos cinco limitou o acesso deles aos advogados e a documentações necessárias para a defesa.

“Anistia Internacional tem pedido ao governo que revise o caso e palie as injustiças que possam haver cometido mediante o procedimento de indulto ou outros meios apropriados, caso as apelações judiciais resultem ineficazes”, afirmou na declaração.

A falta de garantias dos direitos dos cinco cubanos no julgamento também já havia sido destacada pelo Grupo de Trabalho sobre a Detenção Arbitrária, da Organização das Nações Unidas (ONU). Em maio de 2005, a Comissão da ONU enviou um comunicado ao governo estadunidense apresentando a detenção dos cinco cubanos como arbitrária, pois, de acordo com o comunicado, o julgamento aconteceu sem “clima de objetividade e de imparcialidade”, condições necessárias para ser considerado um juízo justo.

Para mais informações, acesse: http://thecuban5.org/wordpress/?lang=es

 

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