Ato no Rio repudia política belicista de Barack Obama

Entidades dos movimentos sociais brasileiros, entre elas o Cebrapaz se unificaram para a realização de um ato em repúdio à política belicista dos Estados Unidos e aos interesses de Barack Obama em relação ao pré-sal brasileiro neste domingo (20). Além de ato no Rio de Janeiro que reuniu ao menos 500 pessoas, houve protestos em outras capitais do país.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez discurso no interior do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na Ceilândia neste domingo à tarde. No mesmo moemnto, entidades da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) se juntaram aos coordenadores do movimento “O Petróleo tem que ser nosso” e do Conlutas para repudiar a presença do presidente da principal potência imperialista do mundo ao Brasil. A passeata saiu do Largo da Glória e seguiu até a Ceilândia, sem qualquer registro de confronto com a polícia.

Em frente à sede da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), na Praia do Flamengo 132, havia um banner com os dizeres: “Obama, tire as suas garras do nosso pré-sal”. Além do Cebrapaz e das entidades estudantis, tambem estiveram presentes as centrais sindicais CTB, CGTB e CUT, entre outras organizações que compõem a Coordenação dos Moimentos Sociais (CMS).

Líbia, pré-sal e presos políticos

A presidente do Cebrapaz e do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, emitiu na tarde deste sábado (19) comunicado repudiando a agressão das potências imperialistas à Líbia. Ela defende uma solução política para o conflito interno do país do norte da África e o respeito aos princípios da não ingerência.

Neste domingo, o ato se concentrou em três eixos: o primeiro é a crítica à política imperialista e belicista implementada pelo presidente dos Estados Unidos, com destaque para o recente ataque à Líbia; o segundo é a defesa dos recursos naturais brasileiros, em especial o pré-sal, e o terceiro é o pedido de libertação das pessoas que foram presas na sexta-feira (18), durante protestos em frente à embaixada americana. Os movimentos os consideram “presos políticos”.

Além do ato no Rio de Janeiro, foram organizados protestos em outras capitais brasileiras em repúdio à visita de Barack Obama no Brasil, como Porto Alegre (RS).

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