OTAN admite destruir objetivos líbios, mas silencia morte de civis

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) admitiu nesta quarta-feira (6) seu poder destrutivo desde que começou a intervenção militar na Líbia, porém silenciou sua responsabilidade na morte de civis.

De acordo com o general Mark Van Uhm, chefe de operações no quartel da OTAN para a Europa, ao redor de 30% da força militar do líder líbio, Muamar Al Kadafi, foi destruída.

O balanço inclui tanto os ataques efetuados pela coalizão liderada por Reino Unido, França e Estados Unidos, desde 19 de março, como os desenvolvidos pela própria Aliança depois de assumir o comando das operações contra a nação norte-africana.

Os dados, enviados nesta terça-feira aos embaixadores dos países membros da OTAN, excluem a cifra de morte de civis. Apenas reconhecem a de 15 insurgentes, pelas mãos de fogo aliado, qualificando o fato de “acidente desafortunado”.

De acordo com fontes da própria organização, aviões atacaram um grupo de opositores que disparavam para o ar como sinal de júbilo, ao lhes confundir com leais a Kadafi.

No domingo passado, o principal representante do Vaticano na Líbia denunciou a matança de ao menos 40 civis em Trípoli durante bombardeios de países ocidentais, aprovados pela ONU, sob o suposto manto de proteger os civis.

Os ataques aéreos são para salvaguardar a população, mas estão matando dezenas de pessoas, destacou o bispo Giovanni Innocenzo Martinelli, vigário apostólico de Trípoli, citado pela agência de notícias Europa Press.

Por sua vez, um grupo de médicos russos que trabalha na capital líbia denunciou na semana passada em carta aberta que os bombardeios sobre essa cidade atingiram uma clínica para pacientes com cardiopatias.

Com informações da Agência Prensa Latina

 

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