Socorro Gomes: Unidos na luta dos povos pela paz, contra as guerras imperialistas

Pronunciamento de Socorro Gomes, presidente do Conselho Mundial da Paz na Reunião do Comitê Executivo. Havana, 29 e 30 de
abril de 2011

Queridos camaradas e amigos,

Permitam-me em primeiro lugar saudar os anfitriões desta nossa Reunião do Comitê Executivo – o Movimento pela Paz (Movpaz)
de Cuba -, agradecer a hospitalidade com que nos recebem na Ilha, desejar bom trabalho e boa estada a todos os que vieram
de várias partes do mundo e expressar a minha convicção de que este encontro da instância diretiva do Conselho Mundial da
Paz será coroado de pleno êxito.

A realização desta reunião em Cuba é carregada de significados. Primeiramente, expressa a força dos compromissos deste
território livre das Américas com a luta pela paz mundial e a solidariedade internacionalista aos povos agredidos pelas
potências imperialistas, algo que está profundamente enraizado em seu caráter de povo livre. Pátria é humanidade, dizia o
grande patriota e revolucionário, apóstolo da independência cubana, José Martí.

Em segundo lugar, porque nos oferece a oportunidade para expressar os nossos melhores sentimentos para com o povo cubano e
sua liderança, num momento em que o País vive uma nova etapa em seu desenvolvimento político e sócio-econômico, após as
históricas decisões tomadas no Congresso realizado entre 16 e 19 de abril.

O Conselho Mundial da Paz regozija-se com os êxitos do povo cubano e se soma à sua luta contra o criminoso bloqueio imposto
pelo imperialismo estadunidense.

Igualmente, expressamos nossa indeclinável solidariedade com a luta pela libertação dos seus cinco heróis presos nos
cárceres do Império. Felicitamos o povo cubano pela passagem do 50º aniversário do triunfo histórico em Playa Girón.

Antônio, González, Gerardo, Ramón e Renê são também herdeiros daquela gesta. E o heroismo dos combatentes que expulsaram os
imperialistas e seus mercenários de Playa Girón há 50 anos é o mesmo elemento constitutivo do caráter e da ideologia dos
Cinco patriotas, lutadores pela liberdade, antiterroristas pelo bem de seu povo e de toda a humanidade.

A realização desta reunião da Executiva do CMP em Cuba tem também um significado político pela coincidência das posições
que defende com as da nossa Organização. Foi desta Ilha revolucionária que partiu no ano passado, pela voz do líder de sua
Revolução, o companheiro Fidel Castro, o brado de alerta sobre os perigos de uma guerra nuclear que acarretaria a ruína da
humanidade.

Foi também o companheiro Fidel quem, nas Reflexões históricas de 22 de fevereiro e 3 e 4 de março do ano em curso,
denunciou que o propóstio da Otan era atacar a Líbia, o que acabou consumando-se semanas depois, a partir de uma Resolução
do Conselho de Segurança da ONU instrumentalizada pelas potências imperialistas. Fidel também denunciou o caráter agressivo
da Otan, quando esta realizava sua Cúpula em Lisboa e o Conselho Mundial da Paz, lado a lado com os companheiros e
companheiras do Conselho Português pela Paz e a Cooperação, manifestávamo-nos nas ruas daquela capital europeia.

Companheiros e companheiras,

Que há de novo no mundo, quais as novas questões surgidas no panorama internacional que devem ser passadas em revista,
agregadas às nossas análises já feitas por ocasião de nossas reuniões anteriores e sobre as quais devemos aprovar
resoluções?

Simplesmente – e isto é algo que nos preocupa enormemente, pois se reveste de extrema gravidade – o que há de novo na
conjuntura internacional é mais uma guerra de agressão das potências imperialistas contra um povo e país soberano e novas
ameaças de guerra.

Há exatos 40 dias, sob o comando da Otan, a Líbia está sob sistemáticos bombardeios.

A guerra contra a Líbia ocorre na sequência da rebelião árabe. Primeiramente, os povos da Tunísia e do Egito derrubaram
duas cruéis ditaduras apoiadas política, econômica e militarmente pelas potências imperialistas dos EUA e da União
Europeia. Fizeram-no através de movimentos insurrecionais maciços, com tendência objetivamente revolucionária democrática e
anti-imperialista.

Também na Líbia ocorreram manifestações populares legítimas, deixando patente que a democracia naquele país é questão
urgente a resolver. Mas não virá pelos tanques, porta-aviões e bombardeiros  dos EUA e da Otan. A luta democrática é
indissociável da soberania nacional e da soberania popular. A agressão armada viola os princípios da Carta das Nações
Unidas.

Nada justifica a intervenção armada dos Estados Unidos e da Otan na Líbia. A ONU autorizou o bloqueio aéreo por meio de um
texto claramente instrumentalizado pelas potências imperialistas. Mas não deveria consentir sobre o que não há menção
direta na resolução:  os bombardeios, a invasão terrestre nem a matança de civis, sob pena de ser responsabilizada por mais
uma carnificina. O sistema multilateral, ainda que precário, tem mecanismos que podem ser acionados para ajudar na
estabilização da Líbia.

Mas se o multilateralismo é invocado para legitimar agressões, não passa de uma farsa, um multilateralismo de fachada,
funcional aos interesses dos fortes contra os países mais débeis. O verdadeiro multilateralismo exige respeito pleno ao
direito internacional, um novo ordenamento jurídico e político mundial, novos organismos multilaterias baseados no respeito
à soberania nacional e à autodeterminação das nações e povos.

Porém, resoluções baseadas em pressões, chantagens, negociações secretas, nunca serão a expressão legítima de uma ordem
internacional democrática  praticando o multilateralismo, mas o resultado da instrumentalização dos organismos
internacionais. Não pode haver ordem multipolar sem o decidido combate ao imperialismo.

A humanidade deve estar vigilante e solidária com os povos da Líbia, de todo o norte da África e do Oriente Médio, na luta
pela democracia e em defesa de sua soberania. Os movimentos de solidariedade e os governos democráticos e progressistas não
devem permitir que se repita a agonia de um país sob o tacão da Otan, como ocorreu há mais de uma década na ex-Iugoslávia e
ainda ocorre com o Iraque e o Afeganistão.

A nossa compreensão é a de que os ataques à Líbia fazem parte da estratégia imperial de construir o chamado “novo Oriente
Médio”.

Não é de hoje que o imperialismo estadunidense introduziu na cena política a luta pela “reestruturação” e
a “democratização” da região, das quais surgiria o “novo Oriente Médio”. Ninguém menos do que George W. Bush transformou
essa meta no mantra dos seus dois mandatos. Há dez anos o mais facínora de todos os mandatários do mundo moderno iniciou,
pelos meios mais bárbaros, o combate pela “democratização do Oriente Médio”, fazendo uma guerra de terra arrasada no
Afeganistão.

Menos de dois anos depois, atacou o Iraque, de onde as tropas norte-americanas ainda não se retiraram. Massacraram o povo e
cometeram magnicídio. Em 2006, quando o Líbano ardia em chamas, sob os bombardeios da aviação dos sionistas, bandidos
financiados e armados pela Casa Branca e o Pentágono, a então secretária de Estado de Bush, Condoleezza Rice, disse que das
cinzas nasceria o “novo” Oriente Médio.

Na época, os falcões de Washington não podiam imaginar que a onda de rebeliões poria em xeque as repúblicas ditatoriais e
as monarquias retrógradas dos seus acólitos: Tunísia, Egito, Arábia Saudita, Barein, Jordânia, Marrocos, Iêmen et caterva.
O objetivo eram os Estados inquinados como “bandidos” : Irã e Síria. Obama mantém essas mesmas orientações.

Agora, também na Síria estão em curso graves acontecimentos. Manifestações instrumentalizadas, choques violentos, mortes,
uma combinação de ingredientes úteis para a fabricação de mais uma intervenção.

Quanto ao Irã, as potências imperialistas têm sempre seu dedo acusador apontado para esse país, ora acusado de ser fator de
desestabilização do Oriente Médio, ora de violador das normas da não-proliferação nuclear.

As táticas políticas e militares atuais não se diferenciam na essência das que eram engendradas antes: sanções na ONU,
embargos de diversos tipos, exclusão aérea. Os pretextos são os mesmos: deter a crise humanitária, fazer respeitar os
direitos humanos, punir ditadores sanguinários. Os meios, os de sempre: propaganda maciça através dos veículos de
comunicação, uníssonos quando se trata de demonizar um país que não se dobra ao imperialismo. A desfaçatez é tamanha, que o
fazem encobrindo ou perdoando os crimes do império.

Sejam quais forem os argumentos e a cobertura jurídica e diplomática, a intervenção imperialista na Líbia é inaceitável.

Além de se relacionar com os planos para o Oriente Médio, a agressão à Líbia tem a ver também com a disputa específica pelo
controle da África, um continente violentamente atingido pelos efeitos do colonialismo. Está em curso poderosa ofensiva
econômica, política e militar, com aspecto neocolonialista e de disputa interimperialista pelo controle estratégico da
África e o saque das suas riquezas. É este o sentido da criação pelos estados Unidos do Comando Africano (Africom) e da
competição naval pelo controle do Oceano Índico, a partir da costa oriental africana, já várias vezes denunciadas pelo CMP.

Enquanto o imperialismo estadunidense e seus aliados europeus da Otan empreendem uma nova guerra no Norte da África, não
cessam as guerras de agressão no Iraque e no Afeganistão, aumentam os perigos de conflitos no Paquistão e recorrentemente
surge o perigo de uma eclosão militar na Península Coreana.

No Oriente Médio, a grande questão pendente, de permanência histórica, sem cuja solução não haverá paz duradoura, é a
questão palestina. Israel prossegue sua política opressiva de aniquilamento dos direitos do povo palestino, de expansão
sobre seus territórios e de inviabilização da existência do Estado Palestino Livre e Independente. Nesse contexto, é mais
do que justa a posição de proclamar o Estado palestino, direito já reconhecido em resoluções da ONU.

Companheiros e companheiras,

As ameaças que afetam a segurança da humanidade e a paz internacional estão relacionadas com a crise econômica e social que
atinge o mundo, abalando desde os seus alicerces o sistema capitalista.

A evolução da economia mundial é marcada pela continuação e aprofundamento da crise; pela profunda e prolongada recessão
nos principais países capitalistas; pelo parasitismo financeiro; pela transferência de dinheiro público para salvar a banca
da falência; pelas crises da dívida e a imposição de políticas antipopulares e antinacionais, gerando opressão e profundas
injustiças sociais.

Companheiros e companheiras,

Enquanto pratica agressões e intensifica as ameaças aos povos e nações soberanas, o imperialismo militariza mais e mais a
vida no planeta. A maior expressão disso é a multiplicação das bases militares e o agigantamento da máquina de guerra das
grandes potências, do que fazem parte as decisões tomadas em Lisboa, em novembro do ano passado, quando da realização da
Cúpula da Otan. Naquela ocasião foi adotado um novo conceito estratégico, tornando esta aliança militar ainda mais
agressiva.

Comnpanheiros e companheiras,

Ao acentuar os perigos que a atual situação internacional comporta, destacamos também as potencialidades das lutas dos
povos e nações, pela democracia, pela soberania nacional, pela emancipação social.

É uma luta ampla, extensa e profunda, que se desenvolve em todos os quadrantes da terra. Assume feições variadas em  cada
país e região. Todos os combates de caráter político e social convergem  para um objetivo comum: a paz mundial, a
independência nacional, a conquista de um mundo melhor, sem opressão nem exploração.

Isto é bem patente no combate dos trabalhadores contra a exploração capitalista, contra a ofensiva sobre seus direitos e
conquistas e a tendência dos governos antipopulares de despejar sobre seus ombros os efeitos da crise econômica e
financeira; nas lutas democrátias e patrióticas que têm alcançado assinalados êxitos na América Latina; na resistência dos
povos sob ocupação no Iraque, Afeganistão, Palestina, Líbano, Saara Ocidental; na saga pela sobrevivência e pela libertação
das peias do neocolonialismo dos povos africanos, asiáticos e latino-americanos, alguns dos quais são ainda colônias de
velho tipo. Nosso otimismo histórico está relacionado também com os êxitos dos países e povos que se esforçam para
construir uma nova sociedade. 

É nesse quadro, companenheiros e companheiras, que o Conselho Mundial da Paz desenvolve sua ação, ainda sob condições
organizativas e materiais muito difíceis, mas com um saldo de importantes vitórias. O secretário-geral, companheiro
Thanassis Pafilis, fará o balanço circunstanciado da nossa atividade, mas quisera assinalar alguns pontos que me parecem
reveladores dos grandes méritos e das imensas possibilidades de nossa Organização.

Esta reunião do Comitê Executivo é um encontro histórico para o Conselho Mundial da Paz. Temos muitos feitos para
comemorar, mas, acima de tudo, podemos afirmar que vivemos um período de grande afirmação da luta pela Paz e da construção
de uma Cultura de Paz e Solidariedade em todas as partes do mundo.

O ano de 2010 foi especialmente frutífero em várias frentes de luta, em particular nas atividades pelo desarmamento nuclear
e pela retirada das bases militares dos Estados Unidos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a OTAN, de
territórios espalhados pelos cinco continentes.

Também foi firme a atitude do CMP contra novas agressões a países desencadeadas em várias partes do mundo, em especial no
caso da guerra de pilhagem na Líbia. E apoiou a luta de povos do Norte da África e Oriente Médio contra regimes
autoritários ali mantidos pelo imperialismo.

Do mesmo modo, manifestou inteira solidariedade a povos atingidos por catástrofes, como o terremoto e o tsunami que
atingiram o Japão neste período.

Cronologicamente, podem ser destacadas as seguintes atividades durante 2010 e início de 2011:

Janeiro de 2010:

Ainda no primeiro mês do ano passado, foi montada a Tenda da Paz no Fórum Social Mundial, realizado em Belém do Pará, no
Brasil. Realizamos conferência internacional contra as bases militares estrangeiras e um ato em homenagem aos 50 anos da
Revolução Cubana.

Na ocasião, houve também o lançamento da campanha continental “América Latina de Paz”, com o lema de Fora Bases Militares
Estrangeiras. Foi a partir desse evento que vários outros foram realizados ao longo do ano. Houve atividades na Colômbia,
Argentina e Cuba contra as bases militares. Essa campanha é fundamental, pois, na avaliação do CMP, a questão das bases
militares é parte crucial de um projeto maior do imperialismo.

O ponto central dessas ações foi a denúncia de que o mundo tem hoje cerca de 800 bases militares dos EUA espalhadas em
todos os continentes. Foi apontado que o objetivo principal do imperialismo estadunidense é o controle completo do Planeta,
especialmente de países com recursos naturais ou que não se submetem ao mando deles. Essas bases são uma ameaça real e
concreta.

Do ponto de vista da afronta bélica, o imperialismo controla os mares e oceanos, através de suas frotas navais, controla os
territórios de todos os continentes, com suas bases militares, e controlam também o espaço aéreo, através de mísseis,
escudos e satélites.

No início do ano, de igual modo, o CMP promoveu campanhas de solidariedade aos povos do mundo que estão em luta pelos seus
direitos, soberania, defesa de seus territórios e contra as agressões imperialistas.

Fevereiro:
A Conferência de Paz do Sul da Ásia, organizada pelo Conselho da Paz do Nepal foi realizada em Katmandu. As delegações  da
Índia, Bangladesh, Sri Lanka, Nepal e Butão estiveram presentes neste evento. Uma delegação de quatro membros da CPAPD da
China também participou.

A Conferência foi aberta por H.E. Jalanath Kanahal, primeiro-ministro do Nepal.

Na mesma ocasião foi realizada a reunião do Secretariado do CMP, na qual foi debatida a situação naquela parte do mundo. O
Seretariado avaliou as ações do CMP e programou as atividades para os meses seguintes.

Abril:
O CMP apoiou e participou do Seminário sobre o Plano Condor, em Montevideu, no Uruguai. Na ocasião, foi debatida a ação dos
EUA no controle político-militar da América Latina, em particular a realização de golpes de estado e instituição de
ditaduras militares nas Américas.

Também naquele mês, foi realizada a Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, e a
Conferência Desarme Agora (30 de abril) ambas em Nova Iorque, nos EUA, com grande repercussão. Serviu, também, para
demonstrar ao mundo que, lá mesmo nos EUA, é forte a luta pelo desarmamento e pelo fim das bases daquela potência no
exterior.

Maio:
Foi realizada a I Conferência Internacional pela Abolição das Bases Militares Estrangeiras, em Guantânamo, Cuba. O evento
teve grande repercussão mundial, deflagrando ações contra bases estrangeiras em vários continentes. Foi decidida, ainda, a
realização da II Conferência, que vai ocorrer nos  dias 5 e 6 de maio de 2011.

Agosto:
O CMP promoveu e participou de inúmeras atividades em torno do 65º aniversário das explosões das bombas atômicas em
Hiroshima e Nagazaki, no Japão, durante a Segunda Grande Guerra.
Após o sucesso da Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação e ações de ONGs em maio, em Nova York, com as
atividades por todo o mundo sobre Hiroshima e Nagasaki neste mês.

Mas, para o CMP, essa luta continua essencial. Ela denuncia a hipocrisia e a falácia dos EUA — que foi o único país que
atacou e destruiu duas cidades com bombas nucleares e continua impune. Ao mesmo tempo, no entanto, os EUA tentam impedir
que outros países utilizem a tecnologia nuclear para fins pacíficos.

O CMP apoiou e participou do Fórum Social das Américas, em Assunção, no Paraguai. Do encontro, participaram entidades de
vários países, para debater formas de luta contra o imperialismo no continente americano, com resultados positivos.

O encontro Mulheres e Povos Contra a Guerra e Pela Paz, na Colômbia. O evento teve múltipla importância. Primeiro, porque
reuniu mulheres andinas em torno da luta pela Paz. E também pelo fato de ser realizado em um país onde é marcante a
presença militar dos EUA, sob o pretexto de combate ao narcotráfico. Este foi denunciado como uma forma de escamotear a
presença militar em área de muitos recursos naturais, incluindo a Amazônia colombiana, minérios e água.

Setembro:
O CMP teve participação na Festa de aniversário do jornal Avante, em Lisboa, Portugal (de 03 a 05), um evento de grande
importância pelo significado que tem aquele órgão da imprensa portuguesa nas lutas daquele povo por décadas a fio. Também
foram iniciados os preparativos para as ações contrárias à reunião da Otan e às agressões países membros dessa organização
a outras nações.

Outubro:
Foi realizada a reunião do secretariado do CMP em Bruxelas, na Bélgica, que teve a participação de seus membros do Brasil,
Grécia, Cuba, EUA, Palestina, Alemanha, Portugal Síria, Índia e Vietnã. No evento foram apresentados relatos da situação de
conflitos em várias partes do mundo. O tema central, entretanto, foi as manifestações contra as bases estrangeiras, a
propósito da Reunião de Cúpula da OTAN, que se realizaria no mês seguinte, em Lisboa, Portugal.

Novembro:

Com sucesso, foram realizadas várias atividades contra a reunião de Cúpula da OTAN, em Lisboa, Portugal (19 a 20). Foram
realizadas atividades em Estrasburgo, na França, e em Lisboa, quando da realização, na capital portuguesa, da Cúpula da
OTAN. Na ocasião, o Conselho Português Pela Paz e a Cooperação, com o apoio co Conselho Mundial da Paz, realizou um
seminário e uma grande manifestação. Foi uma jornada de luta para demonstrar que a OTAN é um instrumento do imperialismo e
já cometeu incontáveis crimes contra a humanidade.

Foi naquele mês, também, a Conferência Internacional “Depois de Gaza, o Quê?”, organizada pela Associação Européia de
Cooperação com a Palestina. O evento teve o apoio e a participação do CMP.

No evento, foi uma vez mais denunciado o fato de o Estado de Israel ter sido criado com todo o apoio do imperialismo, mas o
Estado da Palestina, que também era uma determinação da ONU, não foi criado. Pelo contrário, o território palestino vem
sendo invadido e ocupado através de ações militares até os dias atuais.

Atualmente Israel possui armamento nuclear, mas não se vê qualquer ação do Conselho de Segurança da ONU, que sabe disso,
mas nada faz no sentido contrário. Israel já deu claras demonstrações de que não permitirá a criação do Estado palestino.

Dezembro:

Foi importante a presença do CMP no Tribunal Antiimperialista realizado durante o Festival Mundial da Juventude e dos
Estudantes, na África do Sul. Jovens do mundo inteiro debateram a situação global, com foco na corrida armamentista, na
crítica às armas nucleares e às bases militares estrangeiras espalhadas mundo afora.

Abril:

Realizaremos com ânimo redobrado esta reunião do Comitê Executivo do CMP em Havana, cujos resultados serão apresentados no
final da tarde de amanhã.

Companheiros e companheiras, este conjunto de realizações é um rico patrimônio que nos dá a certeza de que temos todas as
condições para avançar na construção de um movimento amplo e uma Organização sólida que contribua para aglutinar os povos
do mundo na luta pela paz.

Muito obrigada,

Socorro Gomes
Presidente do Conselho Mundial da Paz

Deixe uma resposta