Exército líbio livra cidades de controle das forças irregulares

 Um contra-ataque conduzido pelo exército regular da Líbia deteve e fez regredir as forças militares amotinadas que combatem o governo do país, de acordo com informações divulgadas por fontes ligadas aos irregulares.

Segundo essas fontes, as Forças Armadas do país, apoiadas por blindados, cercaram amotinados que no dia anterior teriam controlado a cidade de Souk al-Thulatha.

As forças militares que desertaram e se amotinaram contra o governo de Muamar Kadafi em fevereiro deste ano também tiveram baixas na área ao redor do porto petrolífero de Brega, ao sul de Bengazi, sua principal base.

A emissora de televisão do governo mostrou imagens de Zlitan e Brega, que se encontram livres dos rebeldes. Em Zlitan, milhares de pessoas foram às ruas para se manifestar a favor do governo de Kadafi.

O impasse provocado pela ação rebelde cada vez mais fraca, apesar da inclemência dos ataques da Otan, faz com que surjam cada vez mais iniciativas diplomáticas para se colocar um fim à agressão.

A China informou que atuará com a União Africana, que propôs um plano considerado menos hostil ao líder líbio do que o de países do Ocidente, que insistem em destituí-lo.

O presidente chinês, Hu Jintao, disse ao presidente sul-africano, Jacob Zuma – em visita à China – que os africanos desempenharam um importante papel ao buscar uma solução política.

Na quarta-feira, a França mostrou recuar de sua posição inflexível, considerando que Kadafi poderia permanecer no cargo se cedesse poder, uma aparente suavização da posição do Ocidente, diante do beco sem saída que se encontra a agressão, que já dura cinco meses.

Os Estados Unidos insistem que Kadafi tem de ser apeado do poder, mas o governo líbio retrucam dizendo que sua saída nãos está em discussão.

Embora a China não tenha usado seu poder de veto em março para bloquear uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que autorizou a criação de um espaço aéreo “livre” sobre a Líbia – rapidamente transformada em campanha brutal e indiscriminada de bombardeio – o governo chinês condenou energicamente os ataques e fez um chamado por um acordo entre o governo e os amotinados.

 Da redação do Vermelho com agências

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