Stella Calloni: A tragédia de um povo! O modelo líbio aplicado na Síria

As denúncias de funcionários russos, de jornalistas da França, Bélgica, grupos humanitários da Grã-Bretanha  e outros sobre a presença de milhares de mercenários e tropas especiais das potências, absorvidos numa guerra de invasão contra Síria e responsáveis por crimes neste país, evidenciam que se está aplicando o “modelo” de intervenção na Líbia, quase sem diferenças contra o povo sírio.

O fato de que cerca de dos mil 500 militares sírios morreram em defesa de seu país, junto aos civis que ficam  na passagem das hordas mercenárias, da conta do poder de fogo dos supostos opositores e da verdadeira gêneses do chamado Conselho Nacional Sírio (CNS) e o Exército Sírio Livre (ESL), ambas organizações criadas e sustentadas pelo poder hegemônico. A sorte da Síria estava lançada desde anos e figurava junto com a Líbia, Iraque e outros na lista negra, nos futuros objetivos do império.

Em seu artigo “Terá lugar a guerra da Síria?” Michel Chossudovsky apontava que “ A CIA, MI6 e o SAS estão por trás dos “rebeldes” sírios” (2-01-12/Global Research-Patria Grande) e que vários meios de comunicação britânicos confirmavam que as Forças Especiais estavam atendendo e treinando aos grupos que atuavam contra o governo do presidente Bashar al-Assad.

A ação não diferiu em nada com o que aconteceu na Líbia “ O patrão subjacente é similar ao da Líbia onde as Forças do Serviço Especial britânico (SAS em suas siglas em inglês) estavam no terreno antes da intervenção militar da OTAN” Uma série de reportagens confirmava que estavam dentro do território sírio não só forças especiais inglesas, mas dos Estados Unidos, Israel e França. Com maior precisão se mencionava que as Forças Especiais Britânicas manteriam reuniões com membros do Exército Sírio Livre (ELS) o braço armado do Conselho Nacional Sírio.  Os analistas europeus nos temas militares mencionavam também os treinamentos das forças especiais aos grupos armados entre os que estavam os “exércitos privados” (mercenários) e outros.

Tudo isso estava se preparando enquanto se agitavam mobilizações de protesto contra Al-Assad que tinham uma mesma tônica com outras que se produziram na região, mas eram em todos os casos menores e dispersas. Em agosto por trás de uma manifestação houve duros ataques dos grupos armados que não tinham nada a ver com os manifestantes. Usando foguetes, canhões, mísseis e outros, estes terroristas bloquearam estradas, protagonizaram vários ataques e queimaram delegacias de policia e outros edifícios importantes na população de Hama. O Exercito sírio chegou a enfrentar esta situação, e de imediato os meios difundiram sobre “A repressão contra o povo”. Na realidade foi um duro enfrentamento com os invasores do que não falou nenhum dos meios de incomunicação do mundo. 

Já no 20 de novembro de 2011 havia se produzido o primeiro ataque com foguetes que impactaram contra a sede do Partido Baaz (governante) em Damasco. Na Líbia, os golpes certeiros dos invasores começaram nas zonas fronteiriças como Benghazi, onde em fevereiro de 2011 houve uma manifestação em que participaram além dos 200 parentes de presos que em 2008 foram informados por grupos ligados a CIA que o governo líbio os havia supostamente assassinado num presídio em 1996. Estavam detidos depois de tentar entrar no país, para formar forças de ataques contra o governo, sob mandato da CIA A manifestação de fevereiro de Benghazi terminou com a queima de edifícios, quartéis de policia, matança de militares e civis. E isso já mostrava a presença de grupos fortemente armados, que incluso superaram rapidamente as forças governamentais no lugar. Atuando nas zonas fronteiriças tinham preparadas suas retaguardas e além disso, garantiam a entrada permanente de armamento pesado.

O mesmo esquema se encena hoje na Síria, graças a impunidade com que se apoderaram da Líbia, matando umas 80 mil pessoas e desaparecidos a outros milhares , para depois desintegrar o território. Benghazi pode ser simbolizada em Homs. Poucos analistas ou jornalistas ignoravam os treinamentos de membros do Exército Sírio Livre por parte das forças especiais das potencias agressoras. 

Menos ainda se ignora que os mas importantes chefes dos mercenário sã os homens da Al Qaeda, especialmente os que ficaram como chefes militares na Líbia ocupada. Em seu artigo “Terá lugar a guerra da Síria”, Michel Chossudovsky sustenta que “ A CIA, MI6 e o United Kingston Special Force (UKSF) ou forças especiais britânicas (SAS/SBS) estão por trás dos “rebeldes” sírios” (2-01-12/Global Research-Patria Grande). Estiveram treinando aos “rebeldes” em guerra urbana como também lhes fornecendo armas e equipamentos. 

Acredita-se que agente da CIA e Forças Especiais estão fornecendo assistência em comunicações aos chamados “rebeldes”. “Estas reportagens confirmam inequivocamente a interferência estrangeira nos assuntos de um estado soberano. Este não é um levantamento popular”, escrevia o economista canadense e analista  Chossudovsky. Apontava que vários meios de comunicação britânicos confirmavam que as Forças Especiais estavam e treinando aos grupos que atuavam contra o governo do presidente Bashar al-Assad.

E acrescentava que tanto “ a insurreição como também os assassinatos de civis foram patrocinados pelos poderes ocidentais desde o principio” Denunciava então que agentes dos Estados Unidos, Reino Unido e Turquía “ estão fornecendo armas aos “rebeldes” violando as leis internacionais” e que as matérias mostravam aos chamados “rebeldes” como homens armados treinados e também membros de organizações filiadas com Al Qaeda”. Registrava que “Grã-Bretanha está se preparando para o combate que poderia ser maior e mais sangrento que a batalha contra Kadaf” Da mesma maneira informava que o ministério da Defesa (britânico) estava desenhando planos secretos para uma zona de exclusão aérea patrocinada pela OTAN “mas primerio necessita o respaldo do Conselho de Segurança da ONU”.

O mesmo esquema aplicado na Líbia. O “trabalho” dos mercenárrios era atacar as forças militares sírias, confiados nos poderosos armamentos que traziam, tratando de que apareceriam todos estes fatos como “repressões contra o povo” por parte de Al Assad. Intervenção descarada

O analista político, Basem Tajeldine (Word Press), opinou que “Há muitas evidencias que mostram a terrível implicação do aparato de segurança, a CIA estadunidense e o Mossad israelense, inclusive agentes diretos da França que tem sido capturados e seu financiamento a grupos mercenários trazidos de outras partes da região Síria” Tajeldini advertia que se está “violando a Carta democrática das Nações Unidas, todos aqueles instrumentos internacionais que em uma ocasião os governos mundiais escreveram para evitar males maiores, tal como o estamos vendo hoje na Síria. É uma intervenção descarada por parte do imperialismo estadunidense e de outros grupos da região com o propósito de desestabilizar o Governo legitimamente constituído de Bashar al Assad”, conclui o analista(http://actualidad.rt.com/actualidad/internacional/issue_37173.html)

Na edição do direitista jornal espanhol ABC do dia 17 de dezembro de 2011, se publicou o testemunho de seu enviado especial, o repórter e fotógrafo  Daniel Iriarte, que relatou haver estado com os homens do Exército Sírio Livre e se entrevistou com responsáveis da Al –Qaeda, na Líbia. Tratava-se de um grupo de líbios e outros, que estavam, segundo eles, na Síria para “avaliar” os meios de apoio à insurgência. Também no dia 19 de dezembro a Red Voltaire denunciava o mesmo com uma quantidade de dados, mostrando  as implicações da  Al Qaeda das mãos das forças especiais das grandes potencias ABC entervistou a um grupo vinculado com o “ ex jihadista Belhadj (Abdelhakim)”. Inclusive o repórter acompanhou a um grupo destes que tratavam de sair da Síria e deveriam evitar «um controle do Exército na entrada da estrada», nas rotas de saída de Yebel Zawi.

Estes homens mencionaram que eram informados por repórteres estrangeiros sobre os movimentos das tropas e que por essa razão estavam evitando ficar presos. “Finalmente, quando anoitece, Brahim encontra uma solução. Mobiliza três carros que, conduzidos as escuras, tratam de achar uma rota alternativa. “Após horas de espera, conseguem nos fazer cruzar as linhas inimigas por outro ponto. Brahim ri, satisfeito: O Exército Sírio Livre encontrou uma saída!, diz” Relata que viajam até uma casa de campo onde os espera outro grupo “que vai ser evacuado conosco. “E então chega a surpresa: se trata de três líbios, tres homens de Abdelhakim Belhadj, atual governador militar de Trípoli e homeem chave da  Al Qaeda no passado”. “ Um deles resulta ser um velho conhecido dos repórteres que cubriram a guerra da Líbia: Mehdi al-Hatari, o antigo comandante da Brigada de Trípoli, que desempenhou um papel fundamental na toma da capital e a queda de Kadaf. O segundo  Adem Kikli, diz que trabalha para Belhadj, e leva quase duas décadas exilado no Reino Unido. O terceiro, Fuad, parece ser um guarda-costas” Mas a história de Hatari relatada pelo repórter nos fará ver que tipo de personagens do submundo mercenário está na Síria Sustenta que Hatari renunciou seu posto em Trípoli no dia 11 de outubro, enquanto Adem, também, afirma que esteve com outros líbios, “umas quantas dezenas, que se deslocaram a Siria para “ajudar” aos insurgentes.

O jornalista lembra que o homem de Hatari veio à tona depois de sua “participação” na Flotilha de paz que ia a Gaza na primavera de 2010. “Hatari que vive em Dublín e tem passaporte irlandês, se despediu de sua mulher e seu filho e, junto com outros líbios exilados na Irlanda, se dirigiu a Libia. Alí criou a Brigada de Trípoli, um grupo de elite, treinado por assessores de Qatar”, que combateu ferozmente na batalha final pela capital. ABC constatou, além disso, “sua recente estada por lugares como Bahréin, Sudão e Ankara”, com propósitos não esclarecidos “ Há pouco tempo, Hatari se viu implicado em um estranho episódio quando , segundo seu próprio relato, um bando de ladrões assaltou sua casa, levando muitas joias e 200 mil libras esterlinas (uns 238.000 euros).

Hatari disse para a policia que uma grande quantidade de dinheiro havia sido entregue por um agente da CIA para financiar a luta de seu grupo contra Kadaf. Deixou essas 200 mil libras para sua mulher, para se acontecer algo e levou o resto a Líbia. Até aqui mantive parte do relato de Iriarte publicado no  ABC, como um testemunho de algo que já é impossível encobrir.  Os rebeldes sírios apoiados por Washington estão sob o comando de um “ex”-terroristas da Al-Qaeda “, escreveu em 19 de Dezembro, Thierry Meyssan da Rede Voltaire. “Explodindo o mito da chamada” primavera árabe “e as intervenções da OTAN, tanto oficiais como secretas, Qatar pretende impor líderes islâmicos onde quer que se apresenta  a oportunidade de fazer.

Esta estratégia não só levou Qatar a financiar a Irmandade Muçulmana e colocar a serviço das câmeras e microfones da TV Al Jazeera, mas também para apoiar aos mercenários da  Al-Qaeda  (…) Estes últimos dirigem agora o Exército Sírio Livre” , que  levanta sérias preocupações em Israel e entre os partidários do” choque de civilizações “. ( Rede Voltaire  | Damasco (Síria) | 19 dezembro de 2011)

Refere  Meyssand  que “Abdelhakim Belhaj é um líder histórico da Al-Qaeda atual governador militar de Trípoli “com a benção do Pentágono e chefe do Exercito Sírio Livre”. E que  Mahdi al-Harati, esteve junto aos agentes dos Estados Unidos e  outros serviços secretos infiltrado na Flotilha da Paz atacada em águas internacionais por tropas israelenses, que logo se soube manteriam contato com os infiltrados. “Durante a batalha de  Trípoli, Mahdi al-Hatari dirigiu o grupo da  Al-Qaeda que sitiou e atacou o hotel Rixos, onde eu mesmo me encontrava com meus companheiros da Rede Voltaire e a imprensa internacional, e cujos porões serviam de refugio para vários dirigentes da Yamahiria protegidos pela guarda de Khamis el-Kadhafi . Segundo este último, junto a Mahdi al-Hatari se achavam vários oficiais franceses, presentes no terreno como conselheiros deste membro da Al-Qaeda”sinala o diretor da Rede Voltaire. São muito mais os testemunhos, mas agora isto tem sido denunciado pela Russia e outros países.

Impedir a intervenção da OTAN
Solidariedade com o povo sírio

Nestes dias de março a chamada oposição “democrática” contra o que denominam “regime sírio” exige a comunidade internacional (Nações Unidas) que declare “zona de exclusão aérea” para o governo sírio sobre seu território, de maneira que os deixem de mãos livres para “atuar” militarmente na OTAN e seus mercenários, apesar  de todas as possibilidades de dialogo  que sempre tem fornecido o governo de Bashar Al.Assad A intervenção estrangeira na Siria é um traçado de “modelo” do que aconteceu na Libia, com uma guerra psicológica previa, sustentada pelo esquema de contrainsurgência midiático, que manteve uma campanha convertendo ao governo do presidente Al-Assad no suposto repressor de seu povo, que majoritariamente o apoia e que recentemente votou em um referendo por uma nova constituição.

Na realidade o exercito sírio, foi o primeiro objetivo dos atentados terroristas dos mercenários e as tropas especiais infiltradas pelas grandes potências  e tem enfrentado uma verdadeira invasão no seu país, aproveitando as fronteiras como as da Turquia  pelo norte, Iraque pelo leste, Israel e Jordania ao sul e Líbano pelo oeste. Também rodeada por uma série de bases e instalações dos Estados Unidos. No passado 12 de março se produziu um massacre contra a população civil, enquanto transcorriam conversações para encontrar uma saída diplomática, para que Estados Unidos não é outra que a renuncia de Bashar al –Asaad, como tem especificado a secretaria de Estado norte-americana Hillary Clinton, na ocasião do último plebiscito onde o povo votou em mais de 89 por cento no mudança constitucional proposta pelo governo. Apesar dos canais de diálogo abertos pela ONU, o CNS tão similar ao CNT líbio, ambos criados nas capitais europeias, exigiu “ aos Estados Árabes e a comunidade internacional” a declaração do país como zona de exclusão aerea que permita bombardeios e detenha os “massacres” cometidos pelo regime. 

O tipo de massacre realizado só é comparável com o atuados pelos mercenários estrangeiros em cada um dos países em que tem estado, como fizeram na Líbia, cometendo crimes atrozes contra a humanidade que ninguém julga. O uso de decapitações, desmembramentos, torturas, ou queimar as vitimas, crianças, mulheres, idosos, homens é a forma comum de matar entre os mercenários e as tropas especiais das potências. Foram meia centena de civis, a maioria mulheres e crianças os assassinados na cidade de Homs. Cerca de 50 cadáveres no bairro de Karm el Zeitun foram encontrados apunhalados e queimados. O bairro de Homs é onde os mercenários têm atuadon nos últimos tempos e se registraram ações terroristas da Al Qaeda que se concedem ao exército sírio.  É claro que os meios no mundo titularam mais uma vez “massacre” na Síria por repressão do governo contra o povo”. Nem se quer tentaram saber do que se tratava está situação.

Denúncias Sírias

A agência oficial de noticias da Síria SANA, denunciou em sua página web que nenhum dos grandes meios disse que “grupos armados terroristas sequestraram civis na cidade de Homs, os mataram e mutilaram seus corpos, para logo filmá-los e mostrá-los na imprensa internacional” numa tarefa criminosa de guerra suja para por o mundo contra a Síria e justificar uma invasão, como a que pedem os opositores. A coincidência que a matança em Homs, e ataques a cidade de  Idlib se produziram quando estava o enviado das nações Unidas Kofi Annan, não deixa dúvidas de que pretendiam forçar o enviado a uma medida contra a Síria.  

O embaixador-adjunto da Rússia , Mikhail Lebedev denunciou que perante um fórum humanitário sobre Siria realizado pelas Nações Unidas, em Genebra que “o presidente sírio Bashar al-Assad, está lutando contra terroristas apoiados pela Al Qaeda incluindo pelo menos 15 mil combatentes estrangeiros que se apoderariam das cidades ao longo da Síria, se o governo retirasse as tropas as cidades como propõe”. Disse que os chamados “rebeldes” cometeram ataques em grande escala contra infraestrutura síria, contra escolas e outros lugares. Da suposta “revolta popular”, que alguns falsamente  enquadram dentro de uma inexistente “primavera árave” nada fica.

Na Siria os opositores democráticos, advertindo o perigo e a tragédia de uma intervenção tem se mantido a margem destas forças “rebeldes” cujos endereços se localizam força do país. “Os grupos rebeldes atacam, matam, torturam e intimidam a população civil.

O fluxo de todo o tipo de terroristas de alguns países vizinhos seguem em aumento” disse Lebedev no fórum. Rússia tem chamado para um cessar-fogo, mas para todas as partes Lebedev disse que a reunião da ONU foi exageradamente critica com Assad. “Apelamos aos nossos parceiros para não ceder a tentação de exagerar as coisas, mas de impulsionar  um enfoque equilibrado e profissional para oferecer ajuda a todos os segmentos da população síria, sem exceção”, disse. “A maioria dos militares desses grupos (mercenários) estão, na realidade, direta ou estreitamente associados com Al Qaeda”.

Também explicou que se “exigimos que o governo sírio retire suas forças das cidades sem ter em conta a mesma chamada a oposição devemos estar preparados (para ver) que as cidades relevantes serão imediatamente ocupadas pelos grupos armados violentos”. 

Rússia e China vetaram em duas ocasiões uma intervenção militar na Síria,  Lebedev que reafirmou que seu governo se opõe terminantemente a uma invasão estrangeira à Síria (Tirado de  Detail .Get News- 10 15 de março) Moscou endossando as afirmações do governo sírio de a maior parte dos rebeldes  armados são extremistas islâmicos que recebem apoio a partir de países terceiros.

O embaixador da Síria em Moscou  Riyad Haddad, garantiu que seu país “continuará a luta contra grupos armados, denominados a oposição síria, até a diminuí-los por completo” embora reiterou que o govern apoia cessar a violência e sustenta um dialogo sem condições previas. É difícil continuar as reformas quando não há garantias de segurança para a sociedade, mas seguiremos a luta contra os grupos armados até sua completa eliminação”,  disse Haddad em uma coletiva de imprensa em Moscou citada pela agencia SANA.

Segundo  Haddad, “esta política conta com o apoio de todo o povo sírio”. O diplomático denunciou também que os “grupos terroristas” que atuam em Homs “tem boa preparação e armamento, levam combates a nível muito alto o que permite supor que haviam passado um treinamento em combate urbano.” Estes grupos, agregou Haddad, trouxeram a jornalistas estrangeiros, sobre tudo franceses e britânicos a cidade, ilegalmente, o que o governo sírio considera “espiões” já que infringiram a  soberania do país e entraram no território ilegalmente “para manipular os processos de guerra na Síria”. O que contém uma intervenção genocida na Síria é o veto da Rússia e China no Conselho de Segurança das Nações Unidas, as contradições surgidas no processo eleitoral dos Estados Unidos, a presença da frota russa no lugar, as dúvidas que têm surgido em alguns setores.

A Síria tem provas pela detenção de grupos de franceses e outros, pela quantidade e o tipo de armas que têm tomado aos mercenários. E algo que ninguém diz, o exército sírio colocou sobre as cordas aos mercenários e a situação é difícil para estes, se não fosse porque os meios de comunicação mentem no esquema de desinformação de guerra em que estão comprometidos.

Na Síria continuam as manifestações em massa da população, com opositores democráticos incluídos, em respaldo ao governo e para rechaçar qualquer intervenção. Isto tem colocado as potências imperialistas, em uma situação nada fácil. Por isso se os povos se mobilizaram agora em respaldo do governo e o povo sírio e seu direito a se defenderem de uma invasão, isso seria uma grande derrota para as redes midiáticas, até agora impunes e para os planos imperialistas de controlar o mundo. Pela paz esta guerra tem que acabar.

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